Política
Publicado em 10/08/2026, às 16h38 - Atualizado às 16h38 Reprodução / Bnews Carolina Papa e Daniel Serrano
O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Kiki Bispo (União Brasil), revelou nesta segunda-feira (10) detalhes das discussões realizadas durante o Colégio de Líderes da Casa. Segundo o parlamentar, dois projetos considerados importantes para a cidade devem ser apreciados pelo plenário na próxima quarta-feira (12).
Ao BNews, Kiki disse que, entre as matérias está a proposta relacionada aos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que prevê o pagamento de indenizações aos professores. Segundo o líder do governo na CMS, o projeto foi construído em conjunto com a APLB e depende da aprovação dos vereadores para avançar.
“Ficou acordado hoje de que na quarta-feira teremos dois projetos importantes para a cidade. O primeiro é a questão do Fundef, construído juntamente com a APLB, um recurso que os professores vão receber de indenização, portanto depende da Câmara”, afirmou.
O vereador também explicou que o projeto já havia sido discutido anteriormente pelo Colégio de Líderes e que pretende solicitar a votação durante a sessão da tarde de quarta-feira. A segunda proposta citada pelo vereador Kiki trata da desapropriação de terrenos considerados importantes para viabilizar a indenização dos trabalhadores do transporte coletivo.
Kiki Bispo também comentou o debate realizado pela TV Band no último domingo (9). Na avaliação do vereador, o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) apresentou propostas mais consistentes para governar a Bahia do que o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição nas eleições deste ano.
“Ficou muito claro que o conteúdo propositivo das ideias de fato de governar o estado é evidente que o nosso candidato é muito mais propositivo do que o governador Jerônimo, que não conseguiu responder as promessas que ele fez lá atrás e o que ele conseguiu realizar, ficou apenas se vitimando”, declarou.
O líder do governo na CMS também criticou a condução de áreas como saúde e educação e citou a situação da regulação e das estradas federais como problemas que, segundo ele, também recaem sobre a responsabilidade do governo estadual.
“Isso é muito pouco para um estado tão grande como o nosso. Ele precisa entender que ele é o governador do estado, portanto ele assumiu compromissos com essa terra de poder melhorar a saúde, a educação. O que se viu foi um descaso grande, haja vista a questão da regulação e a questão das estradas federais que está recaindo sobretudo a responsabilidade sobre ele”, afirmou.
Kiki também lamentou a ausência do candidato Ronaldo Mansur no debate e afirmou que a participação do PSOL poderia ter contribuído para elevar o nível das discussões. Para o líder do governo na CMS, houve um alinhamento entre o partido e o governador, que classificou como “suspeito”.
“Também chamou a atenção a postura do PSOL, demonstrando um alinhamento muito suspeito, acabou mesmo se tornando um auxiliar do governador num jogo de compadres muito bem definido que todo mundo notou isso”, disse.
Kiki Bispo também lembrou da participação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que é filiado ao PSOL, em um Programa de Governo Participativo (PGP) de Jerônimo.
Segundo Kiki, a aproximação de Boulos com a candidatura de Jerônimo também chamou a atenção. O vereador afirmou que Boulos esteve na Bahia e demonstrou simpatia pela candidatura do governador, e não por Ronaldo Mansur.
"Talvez seja por isso que o próprio Boulos quando veio aqui fez questão de simpatizar com a candidatura de Jerônimo e não com o candidato Ronaldo Mansur, que foi para o nosso caso aí uma perda muito grande porque faltou ao debate", disse
"Até porque o próprio PSOL tem um histórico interessante de diálogo, de debates de alto nível que enriquecia os debates eleitorais, no entanto o que se viu ontem foi uma perda muito grande, sobretudo do ponto de vista do PSOL", concluiu.
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