Política
Publicado em 16/07/2026, às 13h12 Devid Santana / BNEWS Anderson Ramos
O líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), reagiu a possibilidade abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Prefeitura de Salvador, por conta da operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que afastou o agora ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes e o vereador Gordinho da Favela (PP).
Em conversa com jornalistas na manhã desta quinta-feira (16), durante lançamento do novo Empreenda Salvador, que aconteceu no Mercado São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, o vereador avaliou que a medida é desnecessária e disse não acreditar que a proposição vá adiante.
A Câmara não faz CPI, faz CEI [Comissão Especial de Inquérito], já começa equivocada por aí. É claro, evidentemente, que nós não vamos permitir, sobretudo, que um fato desse, dessa natureza, que tem um judiciário e o Ministério Público acompanhando, se torne um palanque político. Não fizemos isso com Wagner, quando ele teve a casa invadida numa operação de busca de apreensão, por entender que existe um foro competente para poder cuidar desses assuntos. A gente pede que a oposição tenha responsabilidade com os fatos, até porque me causa estranheza a questão da competência. A Câmara não tem competência para acompanhar o fato desse episódio. Claro que como se trata de um vereador, qualquer vereador pode acompanhar os fatos do Ministério Público, pertinente a cada um. Mas a Câmara, ao meu modo de ver, não tem legitimidade de competência para instalar uma CEI neste momento”, analisou.
"Determinação judicial não se contesta, se cumpre. Nós estamos em recesso, nós vamos voltar em agosto, eu vou ligar para o presidente para saber qual será a medida adotada pela Câmara para poder ver de que forma nós vamos agir. O que a gente pede é que quem tem a culpa pague e que também o direito à ampla defesa e contraditório seja estabelecido. Esse é o nosso critério, tem sido assim em alguns momentos que houve alguns episódios semelhantes e agora não será diferente”, complementou.
A investigação que afastou o ex-secretário da gestão Bruno Reis (União Brasil) apura um suposto esquema de fraude em licitações, direcionamento de contratos, superfaturamento de pagamentos e ocultação de movimentação de recursos, que teria causado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
A abertura de uma investigação foi ventilada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que confirmou ao BNews que a oposição vai protocolar um pedido de abertura de CPI contra a Prefeitura de Salvador.
"Conversamos no grupo da oposição e a ideia nossa é que, assim que retornarmos do recesso nos reunirmos. O mínimo que podemos fazer é o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Esse caso não pode passar em branco", declarou.
Bruno Reis anuncia rescisão de contratos investigados e diz que oposição "não tem credibilidade" para pedir CPI
Líder do governo na CMS, Kiki Bispo se manifesta sobre operação contra Gordinho da Favela