Política
Publicado em 25/06/2026, às 09h40 Divulgação / PT Anderson Ramos
O secretário de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, avaliou como acertada a decisão de Jaques Wagner de se licenciar da liderança do governo no Senado, movimento sacramentado na quarta-feira (24), após reunião com o presidente Lula.
“Essa decisão dá oportunidade, primeiro, de afastar do presidente do governo do presidente Lula, uma questão que não tem absolutamente nada a ver com o presidente, com o governo, que é o escândalo do Banco Master, que foi originado, crescido e gestado no governo de Jair Bolsonaro e tem como seu principal protagonista o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Também essa decisão nos dá oportunidade do senador Jaques Wagner provar sua inocência com transparência e tranquilidade das acusações, que ele ainda não é formalmente acusado, mas que pairam a partir da ação da Polícia Federal”, analisou Éden em um vídeo enviado ao BNews nesta quinta (25).
Para o petista, o ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter sido induzido ao erro ao ter autorizado a operação contra Wagner.
Ele não atuou em favor do Master, é o contrário, ele atuou contra os interesses desse banco no Congresso Nacional. A Polícia Federal aponta que ele seria autor de uma emenda favorável ao Banco, que não é verdade, a autoria da emenda é o do senador Ciro Nogueira, e aponta que ele teria trabalhado pela aprovação de uma medida provisória que deu ao banco a oportunidade de gerir empréstimos em âmbito federal, quando na verdade Wagner sequer estava nessa sessão, não fez nenhum texto nesta medida provisória, que aliás foi aprovada numa sessão de 10 minutos a unanimidade de todos os senadores e convertida em lei”, disse.
Éden se refere a uma emenda apresenta à MPV nº 1.106/2022 que visava proibir uma cobrança maior que 300% da taxa média de juros dos Certificados de Depósito Interbancário (CDI), e que na prática aumentaria o teto de juros de 14% para 21%. De acordo com as investigações, a emenda de Wagner foi feita em março de 2022, mesmo ano em que uma empresa de Bonnie Bonilha, nora do senador petista, começou a receber recursos do Master.
Para Éden Valadares, que já foi chefe de gabinete de Wagner e ex-presidente do PT na Bahia, a licença do senador também serve para fazer o grupo focar nas eleições.
“Nos dá a oportunidade também da gente concentrar no que é fundamental para esse ano de 2026, que é a reeleição do presidente Lula, que é a reeleição do governador Jerônimo e a eleição de Wagner e de Rui Costa para o Senado”, projetou.
“O senador Jaques Wagner tem a nossa inteira confiança, nosso respeito e vai provar sua inocência para separar o joio do trigo. O presidente Lula não tem absolutamente nada a ver com esse caso, quem pediu dinheiro, quem recebeu dinheiro, quem não consegue mostrar contrato e provar a origem ou destino do dinheiro é o candidato, o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. É ele que é amigo íntimo e chama de meu irmão, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro”, pontuou.
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