Política
Publicado em 23/01/2026, às 16h20 - Atualizado às 16h25 Henrique Brinco e Daniel Serrano
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) comentou, nesta sexta-feira (23), o imbróglio da chapa governista que vai disputar as eleições deste ano. As declarações foram dadas em coletiva de imprensa durante o encerramento do 14º Encontro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que aconteceu em Salvador.
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Há uma disputa para definir quem serão os dois candidatos ao Senado na majoritária. Os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) buscam a reeleição. Além deles, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, também demonstra interesse em disputar uma cadeira na Casa Legislativa.
Lídice , que é presidente do PSB na Bahia, disse que o imbróglio não é um problema dela nesse momento. A parlamentar revelou ainda que vem cuidando das candidaturas de seu partido para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia.
“Não é um problema meu nesse momento. Eu estou cuidando da chapa dos candidatos a deputado federal e da chapa dos candidatos a deputados estaduais. Acho que os dois candidatos que estamos pleiteando, tanto Wagner quanto Rui, têm que tratar a legitimidade para pleitear. Tem Coronel que tá com mandato e também tem [legitimidade para pleitear]”, disse.
Uma ala da base aliada do governo do Estado tem defendido uma chapa formada apenas por filiados do PT. O governador Jerônimo Rodrigues tentaria a reeleição enquanto Wagner e Rui disputariam o Senado. Com isso, Coronel ficaria de fora da chapa.
Ao ser questionada se tinha algum conselho para o senador do PSD, Lídice desconversou e disse que não poderia aconselhá-lo.
Nas eleições de 2018, Coronel conseguiu a sua vaga no Senado após Lídice ser retirada da disputa cedendo espaço para o parlamentar do PSD.
“Eu não posso dar conselhos a ninguém. Uma mulher dando conselho aos homens, que são os comandantes da política nacional, majoritária. Eu não tenho a capacidade de dar esse conselho a ninguém, muito menos a ele”, disse.
“Eu lamento que não tenhamos até então encontrado um nome para garantir uma representação feminina na chapa. Como ainda não terminou o prazo, vamos ver se é possível ou não, e lutar para que nós possamos crescer a bancada de deputados federais que dará apoio ao governo do presidente Lula. O que nós não continuar é não tendo a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado”, finalizou.
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