Política

Loyola sai em defesa de secretário de Jerônimo investigado pela PF no Caso Master: ‘Não é culpado, qual crime ele cometeu?’

Loyola afirmou que Eduardo Sodré “não é culpado” e cobrou explicações sobre ausência de ações contra outros citados nas investigações  |  Devid Santana/Bnews

Publicado em 16/09/2026, às 09h30   Devid Santana/Bnews   Eduardo Costa

O coordenador-geral da campanha de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Adolpho Loyola, saiu em defesa do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, investigado pela Polícia Federal de manter relações com o Banco Master.

A PF aponta que Sodré, secretário estadual e enteado do senador Jaques Wagner (PT), atuava como intermediário nas negociações com o grupo ligado ao Banco Master. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

De acordo com as investigações, trocas de mensagens e análises de redes empresariais indicam que Sodré teria cobrado e viabilizado o repasse de vantagens indevidas a favor de Wagner, que incluíam um apartamento milionário e transferências financeiras, em troca de articulações políticas em favor dos interesses da instituição. 

“A partir dos diálogos analisados, formula-se a hipótese criminal de que, ao menos entre 2023 e 2025, o senador da República JAQUES WAGNER, diretamente ou por meio de seu enteado, EDUARDO SODRE, solicitou e recebeu, em decorrência do cargo ocupado, vantagens indevidas de AUGUSTO FERREIRA LIMA. Dentre estas vantagens indevidas estariam um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e transferências de valores que somariam ao menos R$ 3,5 milhões, dentre outros benefícios”, diz relatório da PF.

Questionado sobre o assunto nesta quarta-feira (16), durante entrevista à Baiana FM, Loyola disse que "não é culpado" e questionou qual crime foi cometido pelo secretário de Jerônimo.

Ele não é culpado, qual foi o crime que ele fez? Então, por que que nós temos que demitir? Nós não vamos fazer proselitismo político e jogar o secretário às feras, não. Ele tem o direito de se defender, de colocar, como ele já entregou, ele já entregou, entregou tudo o que tinha que entregar, todas as dúvidas que tinha, ele mostrou, tá claro, tá lá nítido, ele não se escondeu em tempo nenhum e nem se omitiu", disse Loyola.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp!

O coordenador petista questionou ainda o motivo de não haver operações contra outros citados no caso Master, como o candidato ao governo do Estado, ACM Neto (União Brasil).

"Por que que não teve operação contra ele [ACM Neto]? Por que que não teve operação contra os filhos dos ministros do STF que também receberam do Banco Master? Qual é o problema? Por que que só tem operação contra pessoas ligadas a algum modo do PT? Então, é isso que nós temos que fazer, eu tô dizendo, tem que responder à justiça", declarou.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJaques WagnerpolíticaJerônimo Rodriguesadolpho loyolaEduardo SodréBanco Master

Leia também


MP-BA apura possível fraude em processo seletivo em Consórcio de Saúde de Vitória da Conquista


Coordenador de Jerônimo diz que grupo de ACM Neto ‘não anda de metrô’ e defende VLT: ‘Para o pobre andar’