Política
Publicado em 28/06/2026, às 14h45 Marcelo Camargo/Agência Brasil Redação Bnews
Após cancelar sua caminhada durante o 2 de Julho, em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou o ritmo de viagens pelo Brasil e deve concentrar energias em diversos redutos bolsonaristas.
Impulsionado pelo prazo final para as inaugurações conforme estabelece a legislação eleitoral, o petista tem priorizado agendas nos estados onde teve o desempenho inferior em 2022, em busca de reforçar palanques.
A partir de 4 de julho, candidatos ao pleito de outubro ficam impedidos de participar de inaugurações e outras agendas que possam configurar propaganda eleitoral antecipada. O chefe do Planalto manteve compromissos no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além disso, na próxima sexta-feira (3), ele embarca para Santa Catarina.
No Rio de Janeiro, o petista fechou apoio à candidatura do ex-prefeito da capital carioca Eduardo Paes (PSD). O político é a aposta de Lula para um palanque forte no estado após ficar atrás de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, em 2022. Na ocasião, o nome do PL teve 56,53% dos votos contra 43,47% do petista.
O estado dispõe do terceiro maior colégio eleitoral do país e é, portanto, uma região estratégica para a reeleição. Em São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT-SP) encabeça a chapa que vai apoiar a candidatura de Lula em outubro.
Na última quinta, Lula se reuniu com o ex-titular da Fazenda, e aliados para discutir a situação no estado. O ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) será candidato a vice e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrerão ao Senado.
Em 2022, Lula também ficou atrás de Bolsonaro na corrida em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. O candidato do PL teve 55,24% dos votos, contra 44,76% do petista. A agenda do petista nesta semana também concentra compromissos em estados onde ele enfrenta certa rejeição.
No Mato Grosso do Sul, reduto do agronegócio, Bolsonaro ficou à frente de Lula em 2022, com 59,49% dos votos contra 40,51%. O presidente passou por Mato Grosso do Sul, com agendas em Ponta Porã e Três Lagoas, para uma visita a uma fábrica de fertilizantes, entregas relacionadas à reforma agrária, e a inauguração de obras em aeroportos na região.