Política

Lula alfineta Flávio Bolsonaro ao explicar ausência em ato religioso: "não tirar proveito de coisa sagrada"

O presidente Lula conversou por telefone com o apóstolo Estevam Hernandes e com o ministro Jorge Messias  |  Reprodução / Instagram

Publicado em 04/06/2026, às 16h51 - Atualizado às 16h58   Reprodução / Instagram   Davi Lemos

Durante a Marcha para Jesus realizada nesta quinta-feira (4), o presidente Lula conversou por telefone com o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo e organizador do evento, além do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, representante do governo federal na celebração. Lula, que não foi ao ato, aproveitou para cutucar Flávio Bolsonaro (PL), e afirmou que não vai a eventos religiosos em períodos eleitorais.

No diálogo, Lula relembrou a sanção da lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus, aprovada em 2009, durante seu segundo mandato. “Apóstolo, tudo bem? Muito obrigado pelo carinho, companheiro Messias”, disse o presidente.

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Durante a conversa, Estevam Hernandes agradeceu a Lula pela assinatura da lei e ressaltou a importância do gesto para o movimento evangélico. O líder religioso também fez elogios ao ministro Jorge Messias, destacando sua participação no evento. “Messias é um grande irmão e a gente fica muito feliz aqui com a presença dele, presidente”, afirmou o apóstolo ao chefe do Executivo.

Em outro momento, Lula explicou o motivo de não participar presencialmente da Marcha para Jesus em período eleitoral e afirmou evitar eventos religiosos nesse contexto para não gerar interpretações políticas. “Eu estou muito feliz porque é uma coisa que eu sancionei há tanto tempo atrás que está tendo a Marcha com Jesus. Eu vou lhe contar porque que eu não vou: eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, declarou.

A fala do presidente foi interpretada nos bastidores como uma crítica indireta ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, que participou da Marcha e esteve em cima do trio elétrico do evento. O episódio evidenciou a disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico para a corrida presidencial, ao mesmo tempo em que Lula buscou reforçar sua relação histórica com a Marcha por meio da institucionalização da data no calendário nacional.

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