Política
Publicado em 28/07/2025, às 16h45 Reprodução / Instagram Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pedir diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo norte-americano.
O mandatário brasileiro pediu que a sua contraparte norte-americana reflita sobre a importância do Brasil no cenário global, e cobrou mais “civilidade” de Trump na negociação. A fala de Lula se dá quatro dias antes de a medida passar a valer.
“Eu vou fazer aquilo que, no mundo civilizado, a gente faz. Tem divergência? Tem. Senta numa mesa, coloca a divergência do lado e vamos tentar resolver. E não de uma forma abrupta, individual, tomar uma decisão de que vai taxar o Brasil em 50%”, disse Lula durante a inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), nesta segunda-feira (28).
O petista voltou a colocar a culpa do tarifaço em Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está nos Estados Unidos e admitiu que participou das conversas sobre sanções contra o Brasil.
“Isso é o filho do coisa e o coisa [Bolsonaro] que estão pedindo para fazer. O cara que fazia campanha embrulhado na bandeira nacional. Brasil acima de tudo. E agora ele vai com a desfaçatez. Brasil acima de tudo, mas primeiro os EUA. [É] Uma falta de patriotismo…”, declarou Lula.
Em carta enviada a Lula, Trump critica as ações penais por golpe de Estado contra Bolsonaro e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, Eduardo disse que a decisão do governo dos EUA se deu depois de sucessivas reuniões que ele teve com a Casa Branca.
Lula ataca bolsonaristas por apoiarem tarifa de Trump: "Falta de vergonha e de patriotismo"
Senadores culpam os EUA por Bolsonaro ser a ‘razão’ do tarifaço de Trump