Política
Publicado em 13/10/2026, às 13h21 Anderson Ramos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (13) que o Partido Liberal (PL) decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6x1 após pressão da sociedade e manifestações nas ruas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ser votada no Senado nesta semana.
“Me parece que depois de todas as manifestações na rua deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6x1”, disse Lula, que ainda fez uma provocação à direita.
Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, afirmou.
As declarações do presidente foram dadas nesta manhã durante cerimônia no Palácio do Planalto que anunciou medidas para microempreendedores individuais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, disse nesta terça-feira (13), após visitar o pai, Jair Bolsonaro, que vai votar a favor da PEC que acaba com a escala 6x1. A declaração ocorre a 12 dias da eleição e é vista como trunfo de Lula para conter o avanço de Flávio nas pesquisas.
Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores querem o fim da 6x1. Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre", comentou o senador.
Mais cedo, aliados políticos já indicavam que Flávio recuaria e passaria a admitir que votaria pela redução da jornada de trabalho.
O candidato do PL declarou ainda que defende uma liberdade para o trabalhador montar sua escala, destacando casos de pessoas em home office e outras questões, sempre em negociação com o patronato. "Governo bancará compensação pelo fim da 6x1, empresariado está apurado", disse.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que põe fim à escala de trabalho 6x1, será debatida mais uma vez no Senado Federal, nesta terça-feira (13). O projeto precisa passar por mais duas sessões de discussão até que seja votado no plenário em primeiro turno, na quarta-feira (14).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) disse que está cumprindo o compromisso de colocar a proposta em votação "com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental". Ele defende que caberá a cada senador decidir com liberdade, consciência e convicção.