Política
Publicado em 05/07/2026, às 14h02 Renato Pizzutto / Band Yuri Pastori
Um estudo do economista Sergio Vale, da MB Associados, revela que a aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no seu terceiro mandato é a mais afetada pelo comportamento da inflação e do desemprego entre os presidentes da República nos últimos 30 anos.
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Por outro lado, Jair Bolsonaro é o chefe do Poder Executivo menos sensível às flutuações dos preços e do mercado de trabalho. O desempenho do ex-presidente foi menos afetado apesar da piora brusca desses indicadores com a pandemia de Covid-19.
O levantamento cruzou dados do chamado índice da miséria desde 1996, que é a soma do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)e da taxa dedesemprego com os números de aprovação mensal dos presidentes mostrada pelo agregador de pesquisas do site Jota.
A cada choque de 1 ponto percentual no índice da miséria, a aprovação de Lula no governo atual sobe ou cai 5,8 pontos percentuais no acumulado em 12 meses. O percentual é cerca de quatro vezes maior que o 1,4 ponto observado para Bolsonaro.
A aprovação presidencial de Fernando Henrique Cardoso, o segundo presidente menos sensível ao índice da miséria, oscilava 2,2 pontos percentuais com a inflação e o desemprego. A de Michel Temer variava 3,7 pontos, e a de Dilma Rousseff, também muito identificada com o bem-estar econômico, 4,3 pontos.
Entre 2003 e 2010, a aprovação de Lula subia ou caía 3,7 pontos. Conforme noticiou a Folha de S. Paulo, cientistas políticos mostram avaliam que o bem-estar econômico deve ter maior importância na eleição presidencial deste ano.
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