Política
Publicado em 08/09/2026, às 11h23 - Atualizado às 11h42 Valter Campanato/ABR Yuri Pastori
O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, defendeu nesta terça-feira (8) que o governo federal deve recorrer ao plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
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Carvalho disse que o Brasil atravessa uma “crise institucional sem precedentes na história do país” e que órgãos e Poderes estariam assumindo prerrogativas que não lhes foram atribuídas pela Constituição. André Mendonça, relator do caso no STF, decidiu de forma individual afastar o diretor-geral da PF.
O coordenador da campanha de Lula propõe que a medida seja submetida à análise dos demais ministros da Corte e que o colegiado decida manter, revogar ou modificar o afastamento de Andrei Rodrigues.
A decisão de Mendonça começou a ser julgada no plenário virtual pela 2ª Turma do STF nesta terça-feira (8). Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o voto de Mendonça para manter o afastamento do delegado das suas funções. O ministro Gilmar Mendes pediu vista. O julgamento foi adiado, mas não altera os efeitos de decisão referendada pela maioria dos ministros.
Aliados aconselham Lula a cumprir a decisão do ministro André Mendonça que afasta temporariamente o diretor-geral da PF. O governo decidiu que vai recorrer da liminar. O diretor-executivo William Murad deve assumir o cargo interinamente.
A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que Mendonça invadiu uma competência exclusiva do presidente da República. Segundo a Constituição, cabe à Presidência nomear e exonerar o diretor-geral da PF.
Segundo interlocutores de Lula, o presidente telefonou para Andrei para manifestar indignação com a decisão e afirmou que quer receber o diretor-geral da PF pessoalmente ainda nesta terça para discutir o episódio.
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