Política

Manobra do Congresso 'salva a pele' de Bolsonaro para as próximas eleições; entenda

Congresso também aprovou contas antigas de Dilma Rousseff antes de salvar a pele de Bolsonaro para as próximas eleições  |  Foto: Isac Nóbrega/PR

Publicado em 23/12/2022, às 09h19   Foto: Isac Nóbrega/PR   Cadastrado por Vinícius Dias

O que você estava fazendo entre 2014 e 2015? Recorda-se? Ex-presidenta da República, Dilma Rousseff (PT) estava vendo suas contas públicas serem reprovadas. Isso mudou 8 anos depois.

Na última quinta-feira (22), a Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou as contas dos dois anos após o o TCU (Tribunal de Contas da União) se posicionar pela rejeição com argumentos que embasaram o processo de impeachment que depôs Dilma da presidência em 2016. Isso teve impacto na vida do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

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Logo depois, os parlamentares também aprovaram as contas de 2020 e 2021 do presidente, salvando sua pele para as próximas eleições. Isso porque a aprovação dos repasses relacionados ao orçamento secreto, declarado como inconstitucional pelo STF, blinda Bolsonaro de eventuais processos na justiça após deixar a cadeira presidencial.

Com isso, fica vedado o risco de Bolsonaro ficar inelegível por oito anos em função das contas de seu governo.

Os processos estavam engavetados pela comissão e ainda não haviam sido analisados. O presidente da CMO, deputado Celso Sabino (União Brasil), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), havia prometido colocar todas as contas pendentes em votação.

A Constituição determina ao Congresso o julgamento das contas presidenciais após análise do Tribunal de Contas da União (TCU). O Legislativo, no entanto, não cumpre a determinação há 20 anos. Depois da comissão, as contas ainda precisam passar pelo plenário do Congresso, o que ainda não ocorreu.

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