Política

Margareth Menezes enfrenta crise na prestação de contas do Ministério da Cultura; entenda

Margareth Menezes foi questionada sobre as dívidas causadas pelo Ministério  |  Reprodução/ Instagram

Publicado em 16/03/2025, às 15h37   Reprodução/ Instagram   Cadastrado por Franciely Gomes

Parece que o Ministério da Cultura não vem passando por um bom momento sob a gestão da cantora Margareth Menezes. A artista vem recebendo uma série de reclamações sobre as condições de trabalho dos funcionários da pasta e as pilhas de prestações de contas de projetos culturais organizados pelo Governo.

Em entrevista ao jornal ‘Folha de S.Paulo’, a ministra revelou que pretende eliminar o passivo de pelo menos 26 mil projetos da Lei Rouanet com prestações de contas em aberto até o ano que vem.

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“Nossa gestão é quem está buscando cuidar disso. Fizemos a maior redução de passivos da história do Ministério da Cultura e isso continuará. Mas é preciso entender também que muito desse passivo vem por uma falta do marco regulatório. Então, essa curva também nós estamos corrigindo”, disse ela. 

“São 5.000 projetos que nós conseguimos concluir em 2024. Esse trabalho continua, nós não viramos as costas para o passivo. Estamos vendo várias ferramentas digitais também sendo trazidas para o governo para auxiliar nessas questões. Nós queremos eliminar, até 2026, esse passivo”, completou.

A baiana ainda reforçou que a falta de mão de obra da pasta e reclamações dos atuais funcionários foram trazidas desde a gestão anterior, durante o governo Bolsonaro, e também já estão sendo avaliadas pelo Ministério.

“Essa foi a gravidade do desmonte do Ministério da Cultura da gestão passada. Só para dar um exemplo, a Fundação Palmares tinha quase 200 servidores. Nós chegamos aqui com a Fundação Palmares com 25 servidores. A destruição dessa parte interna do ministério trouxe esse prejuízo”, explicou. 

“Nós chegamos aqui trazendo mais, retomando os servidores que foram espalhados por outros ministérios com esse desmonte. Nós retomamos os diálogos, temos portas abertas com os servidores. Eu mesma não imaginava que não existia plano de carreira para os servidores da Cultura. Nós estamos nesse processo, defendendo, porque acho importante apoiar”, concluiu.

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