Política
Publicado em 28/10/2026, às 20h54 Agência Senado Redação BNews
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (28) que não há elementos que permitam ao Partido Liberal (PL) afirmar que houve fraude nas eleições. Ao ser questionado sobre o posicionamento da legenda a respeito do resultado do pleito, o parlamentar disse que não pode fazer essa acusação sem provas que a sustentem.
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“O PL não pode fazer essa afirmação. Nem eu posso fazer essa afirmação porque não há provas nesse sentido”, declarou o senador durante uma coletiva de imprensa.
Marinho também comentou a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, que classificou como um exílio político. Segundo ele, o parlamentar deixou o Brasil acompanhado da família após os desdobramentos políticos e judiciais recentes. O senador atribuiu a decisão à necessidade de preservar a integridade física, a liberdade e a possibilidade de Flávio continuar se manifestando publicamente.
“Ele está hoje exilado politicamente, não é por escolha”, afirmou. Na avaliação de Marinho, Flávio não teria condições de permanecer no país sem correr o risco de ser preso por ter decidido disputar a Presidência da República.
O senador, porém, reconheceu que não existe ordem de prisão contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a medida em vigor envolve a retenção de passaportes, determinada no âmbito de um processo judicial. Marinho questionou os indícios utilizados para justificar as medidas cautelares e afirmou que uma das informações mencionadas no caso estaria relacionada a uma conta bancária da qual Flávio não seria titular.
O parlamentar também considerou estranho o momento em que as medidas foram solicitadas, segundo sua versão dos acontecimentos. Para ele, a sequência dos fatos merece questionamentos e não seria compatível com o funcionamento esperado de um processo democrático.
Ao comentar o cenário político após o resultado eleitoral, Marinho defendeu que a direita mantenha uma atuação firme na oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador destacou o desempenho do PL no Congresso Nacional, com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, e afirmou que o grupo político precisa preservar sua atuação parlamentar, apesar de não ter conquistado a Presidência da República.
Marinho também criticou declarações de Lula após a vitória eleitoral e acusou o presidente de manter uma postura de campanha. O senador mencionou ainda o grupo ligado ao deputado federal André Janones (Rede-MG), que chamou de “exército de mentiras”, e afirmou que os eleitores que optaram por candidatos diferentes do presidente precisam ser respeitados.