Política

Mário Negromonte Júnior se diz enganado após votar a favor da PEC da Blindagem: "Fomos pegos de surpresa"

Mário Negromonte Júnior reafirma sua posição contrária à anistia de golpistas  |  Divulgação

Publicado em 21/09/2025, às 19h52   Divulgação   Henrique Brinco

Após a retratação pública de Gabriel Nunes (PSD), o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) também se declarou arrependido de ter votado a favor da PEC da Blindagem. Em discurso no município de Pedro Alexandre (BA) neste domingo (21), durante uma agenda com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o parlamentar se disse enganado.

"Eu estou muito tranquilo em relação a isso, porque eu fiz, pensando o que estava fazendo, fiz com o meu coração aberto, como advogado, e, na verdade, uma PEC começou para ser uma PEC das Prerrogativas, para resgatar o que tinha sido tirado ao longo do tempo, lá de 1988, na Constituição de 88, trocou-se relatores", discursou.

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"No dia da votação, muda-se o texto sem os deputados saberem, isso com acordo com os partidos e fomos pegos surpresa. A PEC da Prerrogativa, para restabelecer, foi perdida desde a Constituição de 1988 virou a PEC da Blindagem e depois a PEC da Bandidagem. E isso é uma coisa que dói muito no coração da sociedade e eu entendo. O que deixa meu coração tranquilo é que eu fiz pensando na Justiça e na Constituição Federal", emendou.

Mário também se disse contra a anistia aos golpistas do 8 de Janeiro: "Os bons políticos, os bons políticos precisam estar na política e os maus precisam sair. E os bandidos não podem entrar na política. Eu queria deixar esse registro muito claro da minha posição. E ela está muito clara, porque logo em seguida eu votei contra a anistia. Anistia não. Quem deve, tem que pagar".

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