Política
Publicado em 14/07/2025, às 20h28 Lula Marques/ Agência Brasil Redação Bnews
O tenente-coronel Mauro Cid reafirmou, nesta segunda-feira (14), ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discutiu a “minuta do golpe” dentro do Palácio do Planalto. Ele também destacou que foi o ex-assessor de assuntos internacionais, Felipe Martins, que apresentou o documento ao então presidente do Brasil.
A declaração do também ex-ajudante de ordens aconteceu durante a audiência de testemunhas dos outros grupos de acusados pela tentativa de golpe. De acordo com o que afirmou, Martins levou o documento para que o ex-presidente assinasse.
O militar destacou ainda que, a pedido do ex-presidente, o ex-assessor editou a minuta, seguindo as orientações feitas.
“Os considerandos eram possíveis interferências que o TSE e o STF fizeram durante o governo Bolsonaro e o período eleitoral. O documento propriamente dito era composto por prisão de autoridades, decretação de novas eleições e medidas relacionadas em torno disso”, disse.
Os advogados de Martins negam qualquer relação do ex-assessor com a minuta golpista e afirmou que as delações de Cid são falsas, afirmando que nunca houve um plano de perseguir alvos políticos. Ainda para a suprema corte, a prisão preventiva de ilegal.
“Tentam esconder Filipe Martins e jogar seu caso no esquecimento porque ele se tornou o exemplo vivo de todas as ilegalidades que temos enfrentando neste momento tenebroso do nosso país: perseguições política, prisões arbitrárias, tentativas de forçar delações falsas para implicar alvos políticas, censura e outros ataques sistemáticos às liberdades e garantias fundamentais”, destacaram.