Política
Publicado em 26/08/2026, às 23h35 Reprodução/Redes Sociais Redação Bnews
Genro do ex-deputado federal Ronaldo Carletto, presidente estadual do Avante na Bahia, o cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback foi o médico responsável pelo procedimento estético realizado na empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, que morreu após passar por uma cirurgia em Ilhéus, no sul da Bahia. Rossini é casado desde 2019 com Ana Carolina Carletto, filha do dirigente partidário. O casamento ocorreu no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
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Adriele morava nos Estados Unidos e veio ao Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. Segundo a família, ela entrou no centro cirúrgico às 15h de segunda-feira (25), com previsão de término por volta das 20h. De acordo com o advogado dos familiares, diante da demora e da falta de informações, parentes passaram a cobrar notícias e foram posteriormente comunicados sobre a morte. Um boletim de ocorrência foi registrado para que as circunstâncias do óbito sejam investigadas.
Formado em Medicina pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, em 2010, Rossini é filho de um casal de dentistas baianos e retornou posteriormente a Itabuna, onde abriu a Clínica Visage. Em 2023, o cirurgião foi alvo de denúncias públicas feitas por pacientes que apontavam supostos problemas em procedimentos estéticos. Procurado sobre os antecedentes, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que atualmente não existe processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica envolvendo o profissional.
Sobre procedimentos anteriores relacionados ao médico, o Cremeb afirmou que os resultados foram comunicados às partes e permanecem sob o sigilo previsto pelo Código de Processo Ético-Profissional. O conselho acrescentou que eventuais sanções de natureza pública são divulgadas oficialmente em seu site e no Diário Oficial da União. A causa da morte de Adriele ainda é objeto de apuração.
A defesa de Rossini afirma que a cirurgia ocorreu em unidade hospitalar licenciada, com acompanhamento de anestesiologista, e transcorreu sem intercorrências até a fase final. Segundo os advogados, a paciente apresentou repentinamente sinais compatíveis com hipertermia maligna, descrita como uma condição rara e potencialmente fatal relacionada à suscetibilidade a determinados agentes anestésicos.
Trata-se de reação imprevisível, que não guarda relação com a técnica cirúrgica empregada e que não é detectável por exames pré-operatórios de rotina”, sustenta a defesa, acrescentando que foram adotadas medidas de emergência, mas a paciente não respondeu ao tratamento", declarou.
NOTA DA DEFESA DE ROSSINI RUBACK
Na condição de assessoria jurídica do Dr. Rossini Tebaldi Ruback, médico responsável pelo procedimento cirúrgico noticiado, e diante das solicitações de posicionamento recebidas de veículos de comunicação, vimos prestar os seguintes esclarecimentos.
Antes de tudo, registramos a mais sincera e profunda solidariedade do Dr. Rossini Tebaldi Ruback aos familiares e amigos da paciente. A perda de uma vida é sempre dolorosa, e o é igualmente para os profissionais que participaram do atendimento e empenharam todos os esforços na tentativa de preservá-la.
É preciso esclarecer, de forma categórica, que o procedimento foi realizado no interior de unidade hospitalar regularmente licenciada e em pleno funcionamento, em centro cirúrgico habilitado, com utilização da estrutura assistencial e do corpo profissional da própria instituição, e com o acompanhamento de médica anestesiologista durante todo o ato.
O Dr. Rossini Tebaldi Ruback é médico cirurgião plástico, regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM) e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
Quanto ao ocorrido, o ato cirúrgico transcorreu integralmente sem intercorrências. Já em sua fase final, após concluído o procedimento, a paciente apresentou, de forma súbita e inesperada, alteração grave de seu quadro clínico.
Conforme registrado em prontuário, os sinais foram prontamente identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com hipertermia maligna, condição rara, grave e potencialmente fatal, decorrente de suscetibilidade individual à exposição a determinados agentes utilizados em anestesia. Trata-se de reação imprevisível, que não guarda relação com a técnica cirúrgica empregada e que não é detectável por exames pré-operatórios de rotina.
Identificado o quadro, foram imediatamente adotadas as medidas de emergência recomendadas, com administração da medicação específica e das manobras necessárias à estabilização da paciente, contando ainda com a participação de médico cardiologista nos esforços de socorro.
A despeito da identificação imediata, do tratamento específico instituído e de todos os esforços da equipe assistencial, lamentavelmente a paciente não respondeu às medidas terapêuticas e evoluiu a óbito.
Toda a assistência prestada, a evolução do quadro clínico, as medicações administradas e as providências adotadas encontram-se integralmente registradas e documentadas.
Cabe esclarecer, ainda, informação incorreta que tem circulado a respeito da saída dos profissionais da unidade hospitalar. Concluídos os procedimentos assistenciais e adotadas todas as providências devidas, incluindo o registro em prontuário e a comunicação do falecimento aos familiares, sobreveio no local o grave episódio de violência e depredação já noticiado publicamente pela própria instituição hospitalar e registrado perante a autoridade policial.
Diante da situação de risco então instaurada, o Dr. Rossini e a equipe assistencial foram orientados pelo setor de segurança do Hospital a permanecer em local protegido e a aguardar a chegada da autoridade policial, o que efetivamente ocorreu. O Dr. Rossini permaneceu na unidade hospitalar até a chegada da Polícia Militar ao local. Não houve, portanto, em nenhum momento, abandono de atendimento, evasão ou tentativa de furtar-se a responsabilidades.
O Dr. Rossini permanece integralmente à disposição da família, das autoridades competentes e dos órgãos de classe para prestar, com absoluta transparência, todos os esclarecimentos necessários e colaborar com a apuração das circunstâncias do ocorrido. Por respeito à memória da paciente, à dor de seus familiares e ao dever de sigilo que recai sobre as informações médicas, outros detalhes de natureza clínica não serão divulgados publicamente neste momento.
Por fim, renovamos a solidariedade do Dr. Rossini aos familiares e amigos da paciente diante de perda tão dolorosa, e pedimos responsabilidade na divulgação de informações ainda não apuradas, bem como respeito à dor de todos os envolvidos.
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