Política
Publicado em 30/06/2026, às 11h58 Divulgação Rebeca Santos
O presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, o vereador João Raimundo Damacena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca, teve a prisão em flagrante homologada e a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão foi tomada pelo juiz Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, que entendeu que a retratação da vítima não foi suficiente para afastar os indícios de crime.
De acordo com o magistrado, embora a mulher tenha mudado sua versão na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) , negando as agressões e dizendo atuar apenas como advogada e assessora do vereador, os demais elementos probatórios são o suficiente para a manutenção da prisão do vereador.
“Embora a vítima (…) tenha posteriormente alterado sua versão dos fatos perante a autoridade policial, negando as agressões e afirmando atuar apenas como advogada e assessora do autuado, os demais elementos informativos indicam, em juízo de cognição sumária, que tal retratação não se mostra suficiente para infirmar o conjunto probatório até então produzido”, destacou o juiz.
O crime ocorreu na última sexta-feira (26), em um bar no bairro da Pituba, em Salvador (BA). Segundo a Polícia Militar, Juca agrediu a vítima com socos e puxões de cabelo após ela admitir ter se relacionado com outra pessoa.
A mulher teria relatado aos policiais, ainda no local, que mantinha um relacionamento afetivo com o vereador.
Os agentes foram acionados e detiveram o político, que resistiu à prisão. Ele foi conduzido à Deam. Na delegacia, a vítima alterou o depoimento, mas o delegado manteve a autuação em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica (artigo 129, §13, do Código Penal).