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Política

Meta nega favorecimento eleitoral após decisão do TSE e aponta "falhas técnicas"

Após reclamações, Meta garantiu que não interfere nas eleições e aplicou regras igualmente a todos os candidatos  |  Reprodução/Redes sociais/Unsplash

Publicado em 16/10/2026, às 18h03   Reprodução/Redes sociais/Unsplash   Davi Lemos

A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, negou nesta sexta-feira (16) ter interferido nas eleições brasileiras ou favorecido qualquer candidatura. A manifestação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando tratamento desigual em relação ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Em nota, a empresa afirmou que não favorece candidatos ou grupos políticos. “Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política”, declarou a companhia, que também sustentou que suas regras são aplicadas igualmente a todos os concorrentes.

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Na quinta-feira (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta assegure tratamento isonômico às duas campanhas até o fim do segundo turno, em 25 de outubro. A decisão estabelece multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e proíbe restrições desiguais à distribuição de publicações, às recomendações e aos resultados de buscas. A empresa também deverá submeter eventuais bloqueios automáticos de contas de anúncios a revisão humana em até duas horas.

O magistrado ressaltou, porém, que ainda não existem elementos suficientes para concluir que a plataforma tenha manipulado deliberadamente seus sistemas para beneficiar ou prejudicar candidatos. A decisão permite restrições previstas nas regras da empresa, desde que sejam aplicadas de forma igualitária, além daquelas determinadas pela Justiça Eleitoral.

Entre os episódios questionados está o funcionamento da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial que, segundo relatos de usuários, impedia a criação de imagens favoráveis a Lula, mas permitia conteúdos semelhantes relacionados a Flávio. A empresa atribuiu o problema a uma falha nas proteções, identificada em 14 de outubro, que bloqueava determinadas solicitações com os nomes completos dos candidatos, mas não reconhecia algumas combinações de nomes e números eleitorais. Segundo a Meta, a vulnerabilidade foi corrigida no mesmo dia e também permitia gerar imagens de Lula mediante outras formulações.

A companhia também reconheceu que a conta de anúncios da campanha petista foi desativada por engano em 23 de setembro, durante pouco mais de uma hora. De acordo com a empresa, o bloqueio ocorreu após um anúncio ser identificado equivocadamente como possível tentativa de se passar por um programa social do governo federal. A Meta acrescentou que os perfis oficiais de Lula no Instagram e no Facebook não foram suspensos.

Sobre as reclamações envolvendo o alcance das publicações, a empresa informou que uma falha global afetou a contagem de visualizações dos Reels em 7 de outubro, durante cerca de cinco horas, atingindo criadores em mais de 100 países, sem comprometer a distribuição dos vídeos. A campanha de Flávio Bolsonaro também teria relatado o problema. Outro incidente, em 9 de outubro, impediu temporariamente a criação de anúncios a partir de publicações existentes no Instagram. Segundo a Meta, a falha afetou milhares de anunciantes em diferentes países e foi corrigida na manhã seguinte.

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Tagsfacebookflávio bolsonaroInstagraminteligência artificialLuiz Inácio Lula da SilvaLulametaTSE

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