Política
Publicado em 16/10/2024, às 09h28 Reprodução Redação BNews
Alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada na última terça-feira (15), o deputado estadual Marcinho Oliveira (União Brasil) é tido como braço direito e “afilhado político” do líder do União Brasil na Câmara e cotado para a presidência da Casa, Elmar Nascimento.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles, durante o primeiro turno da eleição municipal deste ano, Elmar e Marcinho estiveram em algumas cidades da Bahia para apoiar os mesmos candidatos.
Um dos municípios visitados foi Alcobaça, no extremo-sul do Estado, onde Marcinho intermediou uma conversa entre Elmar e o prefeito Zico de Baiato (PT), em um dos gestos feitos pelo deputado federal ao PT em busca de apoio do partido ao seu nome à sucessão de Arthur Lira (PP-AL).
A afinidade entre eles é tamanha ao ponto de Marcinho chamar Elmar de "meu casca de bala" em uma homenagem feita pelo membro da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) ao deputado federal nas redes sociais. No post, aparecem algumas fotos deles em momentos de trabalho e de lazer.
“Meu casca de bala! Obrigado pelo apoio e pela parceria ao longo desses anos de trabalho pela nossa Bahia!”, diz Marcinho na publicação, postada em maio de 2024.
Operação da PF
Na última terça-feira (15), a Polícia Federal (PF) deflagrou a 2ª Fase de Operação Santa Rota para investigar desvios de recursos destinados à educação da cidade de Santaluz, reduto do Marcinho.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Salvador e na cidade de Santaluz. Entre os locais em que os agentes da PF foram no gabinete do deputado estadual na Alba, e outro na residência de Marcinho na cidade do interior baiano.
De acordo com a investigações, há “fortes indícios de fraude à licitação realizada pelo município de Santaluz, para contratar empresa que prestaria o serviço de transporte escolar naquele município”.
Em nota, Marcinho confirmou que foi “destinatário de mandado de busca e apreensão em inquérito que investiga Transporte Escolar na cidade de Santaluz”, mas nega qualquer irregularidade.
“Os fatos não tem nenhuma vinculação com o seu mandato parlamentar e que confia que, em breve, o tempo trará a verdade”, diz o deputado estadual.
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