Política

México, China e Canadá aplicam tarifas retaliatórias aos EUA em reação a Trump

Claudia Sheinbaum e Justin Trudeau criticam postura de Trump e pediram respeito à soberania nacional  |  Reprodução / CNN

Publicado em 02/02/2025, às 19h47   Reprodução / CNN   Cadastrado por Lucas Pacheco

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a aplicação de barreiras tarifárias de 25% contra produtos mexicanos e canadenses e 10% contra bens chineses, os governos do México e Canadá anunciaram, na noite de sábado (1º), retaliações. Antes mesmo das respostas dos países, Trump já tinha ameaçado que, caso algum deles revidasse, iria aumentar ainda mais as tarifas.

Segundo Trump, as taxas ficarão em vigor até que os três países aceitem colaborar no combate às drogas e fluxo de imigrantes. Entretanto, atrelar comércio a esses temas é considerado ilegal. 

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Embora o presidente americano tenha feito ameças claras, México e Canadá responderam à medida imediatamente. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou a decisão de implementar também tarifas de 25% sobre produtos americanos, o que corresponde ao valor de US$ 155 bilhões. 

"Nossa resposta será de longo alcance e incluirá itens do dia a dia, como cerveja, vinho, frutas, vegetais, perfumes, roupas e sapato", disse o político, deixando aberta a possibilidade de restringir bens oriundos dos Estados Unidos. 

Já Claudia Sheinbaum, presidente do México, negou "categoricamente a calúnia da Casa Branca sobre o governo mexicano de ter alianças com organizações criminosas, bem como qualquer intenção de interferir em nosso território".

Sheinbaum defendeu que o México não quer confrontos, mas sim colaboração com  os países vizinhos. Entretanto, pediu que seu Secretário de Economia, Marcelo Ebrard, implemente o que ela chamou de "Plano B", que seriam medidas tarifárias e não tarifárias em defesa dos interesses do México.

"Não é impondo tarifas que se resolvem os problemas, mas conversando e dialogando, como fizemos nas últimas semanas com o Departamento de Estado, para abordar o fenômeno da migração; no nosso caso, com respeito aos direitos humanos", disse. "Nada pela força; tudo pela razão e pelo direito", disse ela. 

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