Política

Ministério Público cobra devolução de quase R$ 2 milhões por esquema em gabinete de Carlos Bolsonaro; saiba mais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) iniciou uma ação contra sete pessoas que trabalharam no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro. A investigação apontou um prejuízo de quase R$ 2 milhões  |  Reprodução / Renan Olaz / CMRJ/ Arquivo

Publicado em 22/07/2026, às 21h39   Reprodução / Renan Olaz / CMRJ/ Arquivo   Leonardo Oliveira

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) iniciou uma ação contra sete pessoas que trabalharam no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro. A investigação apontou um prejuízo de quase R$ 2 milhões aos cofres públicos e que esse valor foi desviado em um esquema de “rachadinha” no gabinete do parlamentar. As informações são da GloboNews.

O MP cobra na justiça a devolução do dinheiro e a condenação dos acusados pelo rombo. Sete pessoas devem responder por improbidade administrativa referente à violação dos princípios da administração pública. O ex-vereador não se encontra na lista dos acusados nesse processo.

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O apontado como centro operacional e principal beneficiário do esquema ilícito é o ex-chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes,. O inquérito civil destaca que, entre 2005 e 2021, ele recebeu transferências sistemáticas de diversos assessores parlamentares e contou com a ajuda da esposa, Regina Célia, na arrecadação. A mulher tinha o cargo de assessora e, de acordo com a investigação, também recebia parte do salário de outros funcionários e repassava o dinheiro para o marido.

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O inquérito mapeou 304 transferências no valor total de R$ 814 mil de Regina Célia para a conta de Jorge Luiz. A ação de improbidade também se aprofundou no caso da assessora Andreá Cristina da Cruz Martins. Em 2018, ela fez 12 repasses para o então chefe de gabinete em um valor total de R$ 112 mil. O valor devolvido corresponde a 70% dos salários que a funcionária recebeu da Câmara.

Segundo o MP, o objetivo do grupo era “a perpetuação de um esquema de apropriação sistemática de verbas públicas por meio de repasses injustificados”. Além da devolução de quase R$ 2 milhões, o MP também quer a condenação dos réus com a suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

A ação de improbidade também pede a demissão dos acusados de qualquer serviço público. Na esfera criminal, Jorge Luiz Fernandes e os outros seis assessores viraram réus no mês passado por organização criminosa e peculato por desvio de dinheiro público. A investigação contra Carlos Bolsonaro pela suspeita da “rachadinha” ainda segue em andamento.

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