Política

Ministro de Lula quebra o silêncio sobre saída de Wagner e defende investigação: "Doa a quem doer"

Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado e é substituído por Teresa Leitão após reunião com Lula.  |  Antonio Cruz/Agencia Brasil

Publicado em 25/06/2026, às 17h57 - Atualizado às 18h40   Antonio Cruz/Agencia Brasil   Daniel Serrano

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, descartou qualquer "trauma" para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança da gestão petista no Senado.

Para Boulos, a saída de Wagner do cargo foi "sóbria" e de "comum acordo" com o presidente Lula. O ministro destacou ainda que a decisão vai servir para que o senador foque na defesa das acusações. A declaração foi dada nesta quinta-feira (25), em entrevista à CNN Brasil. 

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"Eu acho que não teve trauma algum, ao contrário, a declaração do senador Jaques Wagner foi bastante sóbria. Do diálogo com o presidente da República, com o presidente Lula, em comum acordo, decidiram pelo afastamento do Wagner da liderança, até para que ele possa cuidar não apenas da sua defesa, de se defender. Isso é parte de um devido processo legal", disse Boulos.

Na semana passada, Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A operação deflagrada pela Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes no Banco Master. 

Wagner anunciou a saída da liderança do governo no Senado na noite desta quarta-feira (24), após uma reunião com Lula. O ex-governador da Bahia acabou sendo substituído por Teresa Leitão (PT-PE). 

Boulos defendeu que a PF realize as investigações para que as suspeitas sejam esclarecidas.

"Os casos que se têm suspeitas precisam ser esclarecidos, investigados até o final, doa a quem doer. E os casos que têm provas precisam concluir a investigação para serem punidos. E vamos lembrar que esses casos, mais que comprovados, estão ligados ao campo da oposição, ao campo do bolsonarismo", completou.

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