Política
Publicado em 23/09/2026, às 08h32 - Atualizado às 08h36 Gustavo Moreno/STF Bernardo Rego
Um pedido feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para que fosse instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Senado foi negado nesta quarta-feira (23) pelo ministro Cristiano Zanin do Supremo Tribunal Federal (STF) em caráter liminar. As informações são do G1.
Segundo o ministro, não ficou devidamente comprovada uma omissão de Davi Alcolumbre em relação à instalação da comissão. Ainda de acordo com Zanin, o pedido não esclareceu como ocorreu a tramitação nem qual foi a atuação da Presidência do Senado diante de um conjunto de requerimentos relacionados ao caso Master.
"A concessão de medida liminar em mandado de segurança pressupõe a demonstração de fundamento relevante e de risco de ineficácia da ordem, nos termos do artigo 7º, inciso III, da Lei n. 12.016/2009. No presente caso, em juízo de cognição sumária, próprio desta fase processual, não verifico a presença do primeiro requisito", diz um trecho da decisão de Zanin a que o Bnew teve acesso.
"Além disso, os documentos que efetivamente instruem a impetraçãonão permitem extrair, neste juízo perfunctório, a omissão alegada", acrescentou o ministro.
A CPI seria destinada a investigar possíveis relações entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O autor do prédio, Alessandro Vieira, acionou o STF após alegar suposta omissão de Alcolumbre em relação ao requerimento de CPI protocolado em 9 de março de 2026.
O ministro esclareceu ainda que o próprio senador reconheceu a existência de um requerimento anterior para a criação da CPI. Para o ministro, essas informações são necessárias para avaliar se houve, de fato, uma omissão ilegal que justificasse a intervenção do Judiciário para determinar a instalação da comissão.
Nunes Marques determina que Lula remova vídeo sobre crise no STF
Cármen Lúcia é a única ministra dos STF com aprovação maior que rejeição, aponta pesquisa