Política

Ministro suspende julgamento que pode cassar Cláudio Castro; saiba o motivo

Com isso, o julgamento de Castro e dos outros réus por abuso de poder político deve ficar só para 2026  |  Divulgação/STJ

Publicado em 05/11/2025, às 07h10   Divulgação/STJ   Rebeca Santos

O ministro Antonio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e parou o julgamento de duas ações que podem cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Os processos também podem torná-lo inelegível por irregularidades na campanha de 2022.

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As Ações de Investigação Judicial Eleitoral contra Castro começaram a ser julgadas pelo TSE na última terça-feira (4).

A relatora, ministra Isabel Gallotti, votou a favor do pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e defendeu a cassação e a inelegibilidade de Castro e seus aliados. O placar ficou 1 x 0 contra Castro e os outros réus.

Gallotti disse que Cláudio Castro (PL) e Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do RJ, cometeram abuso de poder político ao “desvirtuar políticas públicas para fins eleitorais, com uso da máquina pública para benefício”.

Ela também votou pela inelegibilidade de Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.

Após o voto dela, Antonio Carlos Ferreira pediu vista. Ele tem 30 dias para devolver os processos, prazo que pode ser estendido por mais 30.

Com isso, o julgamento de Castro e dos outros réus por abuso de poder político deve ficar só para 2026, já que o Judiciário entra em recesso no dia 19 de dezembro. Se o prazo for seguido, não haverá tempo de julgar o caso em 2025.

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