Política
Publicado em 30/05/2025, às 07h09 - Atualizado às 07h59 Agência Brasil Rebeca Santos
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, se viu envolto em uma investigação da Polícia Federal (PF) por supostos vazamentos de decisões judiciais e participação de um assessor dele.
A Polícia Federal (PF) identificou uma série de transferências, totalizando R$ 899 mil, realizadas pelo ministro para seu ex-chefe de gabinete, Danilo Falcão, entre março de 2020 e dezembro de 2023.
Segundo o ministro, os valores correspondiam a pagamentos mensais pelas funções exercidas por Falcão, que é investigado por supostamente repassar informações sigilosas a uma organização criminosa.
Segundo informações do Uol, durante buscas na casa de Falcão, a PF apreendeu documentos sensíveis, incluindo um pen drive com dados bancários do ministro e de sua esposa.
De acordo com as investigações, Falcão atuava como assistente pessoal de Fernandes, responsável por pagar contas e gerenciar finanças.
Apesar de as transferências em si não serem consideradas suspeitas, a PF avalia a possibilidade de as informações encontradas terem relevância para o caso.
Falcão foi afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Fernandes afirmou que ele trabalhava como seu chefe de gabinete desde 2008 e que os repasses financeiros estavam de acordo com as atribuições do cargo, conforme o Manual de Organização do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A PF também constatou que Falcão tinha amplo acesso à vida pessoal e financeira do ministro, indicando uma relação de confiança entre ambos.
As investigações apontam ainda que Falcão possuía um patrimônio acima de sua renda declarada, incluindo relógios de luxo. A PF não investiga o ministro no suposto esquema.
Mensagens apreendidas sugerem que documentos do gabinete do ministro foram vazados por um lobista preso. A PF confirmou que Falcão era o elo entre o gabinete e o lobista, atuando na comercialização de informações confidenciais.
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