Política

Moraes acusa Eduardo Bolsonaro de tentar interferir em ação penal contra Jair Bolsonaro

A investigação contra Eduardo Bolsonaro foi prorrogada por mais 60 dias, devido a diligências pendentes, segundo o ministro do STF.  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 10/07/2025, às 08h13 - Atualizado às 08h28   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Cadastrado por Daniel Serrano

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, disse que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está atuando para "interferir e embaraçar" o andamento da ação penal da trama golpista, que tem como um dos réus o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O magistrado ainda determinou que seja incluído no inquérito que investiga Eduardo uma publicação sua na rede social X, do dia 29 de junho e solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O deputado postou um vídeo do discurso do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) em um ato organizado por Bolsonaro em São Paulo.

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"Verifica-se que o investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO permanece praticando condutas com o objetivo de interferir e embaraçar o regular andamento da AP 2.668/DF, que já se encontra em fase de apresentação de alegações finais pelas partes", escreveu o ministro.

Na última terça-feira (8), Moraes prorrogou por dois meses o inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos, onde está desde fevereiro deste ano. O ministro diz que  a medida é necessária devido a "diligências ainda pendentes". A prorrogação foi solicitada na semana passada pela Polícia Federal (PF).

"Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes, (...) prorrogo a presente investigação por mais 60 (sessenta) dias", escreveu Moraes.

A investigação contra Eduardo foi aberta em maio, a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O deputado licenciado é suspeito de ter cometido os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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