Política

Moraes dá 24h para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

Moraes quer saber por que Bolsonaro mantinha uma arma em casa e pediu reparo às vésperas do fim de sua prisão domiciliar humanitária.  |  Rosinei Coutinho/STF e Arquivo / Agência Brasil

Publicado em 16/06/2026, às 14h58   Rosinei Coutinho/STF e Arquivo / Agência Brasil   Daniel Serrano

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu 24h para que os advogados de Jair Bolsonaro expliquem a apreensão de uma arma em nome do ex-presidente, ocorrida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Durante uma revista realizada na noite da última segunda-feira (15), policiais abordaram um militar em um carro na região de Taguatinga, no Distrito Federal. Na abordagem, o indivíduo se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O homem foi identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.

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De acordo com a ocorrência, o militar disse que estaria levando a arma para um reparo, que seria devolvido nesta terça-feira (16) à residência de Bolsonaro.

Na decisão, Moraes determinou que a defesa do ex-presidente explique “a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente” e por que, “às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido a título de prisão domiciliar humanitária”, Bolsonaro teria pedido o reparo da arma.

"Diante do exposto, (...) determino, no prazo de 24h (vinte e quatro horas), que: 1) A Defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento", diz o documento.

Além das explicações da defesa de Bolsonaro, Moraes também determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, responsável pelo comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, e responsável pelo cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária, apresente explicações no mesmo prazo.

O ministro quer saber se está sendo cumprida integralmente a ordem de revista dos carros que saem da residência de Bolsonaro, inclusive os carros oficiais usados pela equipe que faz a segurança.

O que dizem PM 

Em nota, a PMDF diz que o indivíduo abordado conduzia um veículo oficial e portava uma arma institucional regularmente registrada. Durante a blitz, os policiais encontraram um segundo armamento no interior do carro.

Segundo a PMDF, o militar afirmou não possuir a documentação da arma e que ela pertenceria a terceiros. Com isso, ele e o armamento foram encaminhados à 21ª Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.

Confira a nota completa:

A Polícia Militar do Distrito Federal informa que, durante abordagem realizada na madrugada desta segunda-feira (15), na DF-001, Km 79, em frente ao Tag Park, em Taguatinga, um militar do Exército Brasileiro que conduzia veículo oficial foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia após ser encontrada, além da arma institucional regularmente portada, uma segunda arma de fogo no interior do veículo.

Durante a ocorrência, o abordado informou não possuir a documentação da segunda arma e declarou que o armamento pertenceria a terceiro. Diante dos fatos, a arma e o condutor foram conduzidos à 21ª DP.

A identificação da propriedade, origem, regularidade e eventual vinculação da arma apreendida a qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes, especialmente das autoridades responsáveis pela investigação.

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