Política

Morre Marcelly Malta, ativista da luta trans no Brasil

Marcelly Malta foi um dos principais nomes na luta pelos direitos das pessoas trans  |  Reprodução/redes sociais

Publicado em 05/07/2026, às 12h08   Reprodução/redes sociais   Héber Araújo

A ativista Marcelly Malta Lisboa morreu, no sábado (4), aos 75 anos. A morte foi confirmada pela ONG Igualdade – Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, entidade fundada por ela no fim dos anos 90. 

Nascida no interior do Rio Grande do Sul, Marcelly era uma ativista e principal referência nas lutas pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. No início da fase adulta se mudou para Porto Alegre, onde começou a trabalhar como enfermeira, posteriormente foi obrigada a se prostituir quando começou sua transição de gênero.

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Ao longo de sua vida, dedicou-se à defesa dos direitos humanos, e aos cuidados da saúde e da cidadania da população trans, sendo uma das pioneiras do movimento trans no Rio Grande do Sul. Ela participou da formulação de políticas públicas voltadas para o combate a violência contra sua comunidade e a promoção da inclusão.

“Marcelly foi uma mulher travesti de coragem, força e dignidade. Uma guerreira incansável na luta pelos direitos da população trans e travesti do Brasil, que deixou sua marca por meio da resistência, do acolhimento e da defesa de uma sociedade mais justa e igualitária”, diz a nota da ONG, ao confirmar o falecimento de Marcelly.

Em 2011, Marcelly presidia o  Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre, quando conquistou na Justiça o direito de retificar seu nome e gênero nos documentos do registro civil. A conquista se tornou um marco histórico que, mais tarde, levou ao Supremo Tribunal Federal reconhecer o direito de pessoas trans de fazerem as mudanças em seus documentos.

Reprodução/redes sociais

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