Política
Publicado em 20/10/2026, às 17h36 - Atualizado às 17h51 Divulgação Héber Araújo
O Ministério Público do Trabalho (MPT) está apurando denúncias de assédio eleitoral apresentadas contra a prefeitura de São Paulo e entidades conveniadas à administração municipal. A informação foi confirmada pelo próprio MPT, nesta terça-feira (20), apontando que os fatos estão sendo apurados após uma denúncia, mas não divulgou detalhes da ação.
A investigação do órgão ocorre em meio a denúncias de servidores comissionados e funcionários de empresas ligadas à prefeitura para que apoiem a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), é um dos principais apoiadores do senador do Rio de Janeiro, tendo articulado para que seu partido, antes neutro, se posicionasse em favor do liberal.
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Em vídeos e áudios divulgados pelo G1, Nunes aparece pedindo que os servidores da prefeitura participem de atos políticos, divulguem a campanha nas redes sociais e mobilizem os eleitores.
“Precisamos colocar o adesivo no nosso carro, colocar o 22 no peito e nas nossas redes sociais, participar dos atos, falar com as pessoas. E a gente vai ter, sem dúvida nenhuma, uma grande vitória do Flávio Bolsonaro, uma vitória do Brasil”, disse o prefeito nas gravações.
“Se puderem divulgar nas redes sociais, convidando as pessoas a estarem lá amanhã, criar a lista de transmissão do WhatsApp [...] e ir para a rua nesses últimos dias para falar com todo mundo. Nós estamos falando de salvar o nosso país. [...] Vocês sabem qual é o único vermelho que vai ter nessa eleição, dia 25? É o cartão vermelho para o Lula”, declarou em outro áudio.
Em uma das denúncias apresentadas, uma funcionária de uma creche conveniada à prefeitura de São Paulo afirmou que foi pressionada pela direção para participar de uma manifestação de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, teria que aparecer no evento e chegou a ser obrigada a assinar um termo de compromisso.