Política
Publicado em 21/09/2026, às 11h43 - Atualizado às 12h37 Foto: Ricardo Stuckert/PR Gustavo Leal
Faltando apenas 13 dias para as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Nova York na noite deste domingo (20) para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro chefe de Estado a discursar no evento, marcado para esta terça-feira (22). A abertura do debate geral reúne representantes dos 193 países-membros da organização.
Antes de viajar para os Estados Unidos, o petista usou as redes sociais para falar sobre a agenda que cumprirá no país. Em uma publicação, Lula também deu indicativos dos temas que pretende abordar durante o discurso. A expectativa é que o presidente não cite nominalmente Donald Trump, apesar das recentes críticas direcionadas ao governo norte-americano.
“A caminho de Nova York. Lá, mais uma vez, terei a honra e a responsabilidade de representar o Brasil e o povo brasileiro na Assembleia Geral da ONU. Somos um país soberano, de economia forte e que cuida da sua população e das suas riquezas. Que respeita todo mundo e exige respeito”, disse Lula em publicação no X.
Nesta segunda-feira (21), antes do discurso na ONU, Lula cumpriu uma agenda de encontros em Nova York. Entre os compromissos esteve uma reunião com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, na residência do representante permanente do Brasil junto à ONU, o embaixador Sérgio Danese. O encontro foi solicitado pelo prefeito.
A caminho de Nova York. Lá, mais uma vez, terei a honra e a responsabilidade de representar o Brasil e o povo brasileiro na Assembleia Geral da ONU.
— Lula (@LulaOficial) September 20, 2026
Somos um país soberano, de economia forte e que cuida da sua população e das suas riquezas. Que respeita todo mundo e exige…
Segundo informações divulgadas sobre a preparação do discurso, Lula deve defender a soberania nacional, o multilateralismo e a reforma das instituições de governança global. O presidente também deve abordar democracia e interferências externas, além de conflitos internacionais e do combate ao crime organizado transnacional.
A expectativa é que Lula também trate de temas econômicos e ambientais, além dos impactos dos conflitos internacionais. O discurso ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e às vésperas das eleições brasileiras, mas a previsão é de que o presidente não faça uma fala explicitamente eleitoral.
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