Política

"Não era o que eu queria": Wagner abre o jogo sobre saída de Coronel e confirma Rui na chapa

Wagner revela tentativas de manter unidade e discute a importância da presença de ex-governadores na chapa do Senado.  |  Devid Santana / Bnews

Publicado em 26/02/2026, às 17h01 - Atualizado às 18h30   Devid Santana / Bnews   Daniel Serrano

O senador Jaques Wagner voltou a comentar sobre a formação da chapa majoritária liderada pelo PT que vai disputar as eleições deste ano na Bahia.  Em entrevista concedida à CNN Brasil, nesta quinta-feira (26), o líder do governo Lula no Senado avaliou de forma positiva o palanque formado quase que apenas por filiados ao PT.

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Durante a entrevista, Wagner voltou a comentar sobre o rompimento com o senador Angelo Coronel (PSD). Para o petista, a decisão de Coronel de deixar a base aliada para se alinhar à oposição não deve trazer prejuízos à campanha do presidente Lula no plano nacional, mas lamentou a falta de consenso.

“Infelizmente, o senador Coronel teve um desentendimento com o senador Otto, resolveu sair do PSD e vai se alinhar com nossos opositores. Não era o que eu queria, eu queria que a gente pudesse manter a unidade”, pontuou Wagner.

O líder do governo Lula no Senado revelou detalhes das tentativas de manter a unidade do grupo. Segundo o petista, houve uma proposta para que Coronel ocupasse sua suplência, permitindo que ambos dividissem o mandato de oito anos (quatro para cada). A oferta, no entanto, foi recusada pelo pessedista.

Na avaliação de Wagner, a saída de Coronel do grupo governista acabou acelerando definições. Com a vaga aberta, a chapa ao Senado em 2026 terá os dois ex-governadores da era petista na Bahia.

“Do ponto de vista do Senado na nossa chapa, acabou precipitando a solução. Então, é o Rui Costa, que é ex-governador, que vai a eleição e eu, que sou ex-governador, que vou para a reeleição”, avaliou Wagner.

“O peso da minha presença e o peso da presença do Rui Costa nessa chapa é o fato de serem dois ex-governadores que saíram muito bem avaliados, cada um em seu período”, emendou.  

Sobre a composição com o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB), Wagner manteve a postura que já havia sinalizado na última sexta-feira (20). Defensor da manutenção da estrutura atual, o senador acredita que a continuidade é o melhor caminho para Jerônimo Rodrigues.

Wagner ainda comentou sobre a declaração dada na última sexta-feira (20), que teria dado a entender que a composição da chapa já estaria definida. O senador disse que apenas expressou a sua opinião em defender a manutenção da estrutura atual.

“Eu emiti uma opinião. Pra mim, como o time tá ganhando, podemos manter e significa manter o governador Jerônimo à reeleição e manter também o Geraldo Júnior dentro da chapa. Mas essa discussão está a cargo do governador Jerônimo e do Conselho Político, que reúne os presidentes dos partidos aliados”, disse. 

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