Política

"Não vejo projetos de indicação serem polêmicos", diz Muniz sobre impasses entre governistas e oposição em votação

Presidente da Câmara, Carlos Muniz projetou que em novas reuniões de líderes consiga chegar a um consenso entre as partes  |  Devid Santana/BNews

Publicado em 17/06/2025, às 20h43   Devid Santana/BNews   Carolina Papa

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), afirmou que o parlamento deve promover debates em “projetos polêmicos” após impasses entre os vereadores governistas e da oposição durante a votação do “pacotão” de propostas na sessão ordinária nesta terça-feira (17). 

Em entrevista à imprensa, Carlos Muniz pontuou que, por ele, “todos os projetos de indicação seriam aprovados” caso votasse. O vereador projetou que em novas reuniões de líderes consiga chegar a um consenso entre as partes. 

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“Eu acho que o embate que está havendo é um embate normal entre os vereadores. Espero que nas próximas reuniões de líderes nós possamos fazer com que isso aqui deixe de acontecer. Eu acho que o parlamento é para ter embate em projetos, mas aqueles projetos polêmicos, eu não vejo projetos de indicação serem polêmicos. Por mim, todos os projetos de indicação, resoluções e moções seriam aprovados, mas eu não voto”, disse Muniz para jornalistas ao final da sessão, descartando a existência de um “acordo” para mudanças na votação de projetos. 

“Eu falei aos vereadores que cada um pedisse o seu voto, antes até mesmo de colocá-los em votação, para que eles não fossem surpreendidos com os projetos como foram [...] Eu se fosse vereador de oposição, eu falei, aconselhei a alguns deles que pedissem o voto de um a um nos seus projetos. Infelizmente eles não concordavam com isso. Cada um faz política da forma que acha que deve fazer e alguns tiveram os projetos rejeitados”, acrescentou. 

Nesta terça-feira, foi criado também o conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, que será responsável por analisar a conduta dos vereadores. Em pauta, está um possível pedido de cassação de Hamilton Assis (PSOL) após a invasão na CMS por servidores municipais em 22 de maio. 

“Existem vários episódios. Eu vou dar [como exemplo] o da vereadora Eliete [Paraguassu] que se sentiu ofendida pelo vereador Claudio Tinoco. Ela pode pedir que esse Conselho de Ética faça alguma investigação sobre isso. É obrigação do parlamento ter o Conselho de Ética”, pontuou Muniz. 

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