Política
Publicado em 05/08/2026, às 12h04 Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Anderson Ramos
O anúncio do deputado federal por Alagoas, Alfredo Gaspar (PL), como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República pegou a política brasileira de surpresa na manhã desta quarta-feira (5).
A escolha foi definida em reunião realizada momentos antes do anúncio oficial, desbancando nomes como coordenador geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), a vereadora de Fortaleza Priscila Costa e até mesmo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que também foi cogitada para o posto.
O fato curioso é que Gaspar tinha anunciado a sua candidatura ao Senado na terça (4), durante a convenção do PL de Alagoas, o qual é presidente desde março deste ano.
A escolha de Gaspar para a relatoria contrariou o acordo que previa a indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Gaspar faz parte da oposição ao Palácio do Planalto e tem proximidade com o bolsonarismo.
A definição ocorreu após a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da comissão, em movimento que derrotou as indicações feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e por Motta.
Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, tem 55 anos, nasceu em Maceió (AL) e é advogado de formação, com pós-graduação em Direito Público. Ele assumiu seu primeiro mandato como deputado federal pelo União Brasil em 2023.
Na Câmara ele já integrou diversas Comissões e foi vice-líder do União Brasil e de blocos parlamentares de centro. Também participou de CPIs, como a das Pirâmides Financeiras e a do MST Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).
Antes da vida parlamentar, Gaspar construiu carreira no sistema de Justiça e segurança. Foi promotor de Justiça do Ministério Público de Alagoas por mais de 20 anos, ocupando os cargos de presidente do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas e de procurador-geral de Justiça do estado.
Gaspar chegou a chefiar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em dois períodos (2015-2016 e 2021-2022), presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, além de ter participado de conselhos de segurança e direitos humanos em Alagoas.