Política
Publicado em 08/07/2026, às 07h07 Reprodução Rebeca Santos
A coligação eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu mais um revés na terça-feira (7). A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma quadrilha suspeita de utilizar postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Um dos alvos da ação foi Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro. Canella foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele lídera o União Brasil no Rio de Janeiro e conta com Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, como primeira suplente em sua candidatura ao Senado.
O episódio aumenta a crise política que envolve o grupo bolsonarista no estado, considerado o principal reduto da família Bolsonaro. Flávio já havia declarado apoio público a Canella, a quem chamou de “amigo”, afirmando apoiá-lo “100%”.
Esta não é a primeira vez que a chapa do PL no Rio é atingida por investigações da PF. Em 15 de maio, o ex-governador Cláudio Castro (PL), então cotado para disputar vaga ao Senado, foi alvo da Operação Sem Refino. A investigação apura possíveis fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Sob pressão de aliados, Castro desistiu da candidatura ao Senado em 28 de maio. Desde então, o PL ainda não definiu seu substituto. Entre os nomes cotados estão os deputados Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante e o senador Carlos Portinho, todos do partido.