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Política

“O certo é o errado”: Candidato diz que Brasil vive uma “lógica invertida” após ser preso pela PF por pintar muro de universidade

Wilker Leão passou 24 horas na Polícia Federal por pintar de branco um muro da Universidade de Brasília  |  Reprodução

Publicado em 29/09/2026, às 06h32 - Atualizado às 06h42   Reprodução   Redação Bnews

O candidato a deputado federal e youtuber de direita Wilker Leão (Novo) afirmou que foi vítima de uma prisão arbitrária após ser detido em flagrante por pintar de branco um muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), no domingo (27). Liberado após audiência de custódia, ele publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (28) e disse que está “de volta à ativa” para continuar a campanha.

Wilker diz que queria revitalizar muro

Na gravação, Wilker afirmou que a intenção era apagar manifestações ideológicas e revitalizar o espaço. Segundo ele, cerca de 15 pessoas foram contratadas por R$ 150 cada para participar da ação.

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“Quem diria que revitalizar o patrimônio, pintando de branco, fazendo com que ele volte a sua origem, geraria uma prisão por crime de dano ao patrimônio público, sendo que o objetivo era o contrário, era o de revitalização?! Mas o Brasil está numa lógica tão invertida (o certo é o errado, o errado é o certo)”, disse.

Em outro trecho, o candidato afirmou:

“Mas eu informo a vocês, como vocês já estão vendo: eu estou livre... foram 24 horas aqui na Polícia Federal. Estou de volta à ativa para fazer a minha campanha, mostrando a vocês que a gente precisa lutar nessa guerra, com todas as armas disponíveis.”

Wilker também classificou a prisão como arbitrária e disse que não pretendia promover uma ideologia com a pintura.

“Olha, eu sou preso em flagrante, de forma arbitrária como essa. Quem picha, não sofre nada. Sendo que eu fui ali promover nenhuma ideologia minha, foi apenas para pintar de branco. Então, eu quero dizer que eu estou bem, completamente bem, melhor do que nunca, de volta à ativa.”

Candidato foi liberado sem pagar fiança

Wilker foi liberado após passar por audiência de custódia. De acordo com o advogado Wilmondes Viana, ele deixou a prisão sem a necessidade de pagamento de fiança. O caso envolve uma investigação por dano ao patrimônio público.

O cinegrafista Anderson Nigro também foi detido durante a ação. Segundo o registro da ocorrência, ele havia sido contratado por Wilker para gravar e editar material audiovisual da campanha.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu fiança de R$ 10 mil para Nigro, considerando a renda declarada por ele e sua menor participação na ação. Até o momento, não havia informação oficial sobre a soltura do cinegrafista.

UnB acionou a polícia após pintura

A Universidade de Brasília informou que a pintura ocorreu no Instituto de Artes e não tinha autorização. A instituição acionou o protocolo de segurança e chamou a Polícia Militar após a denúncia, por volta das 17h. Wilker acabou preso em flagrante.

A universidade também afirmou que estudantes foram agredidos durante a confusão. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram homens agredindo ao menos uma pessoa no instituto.

Em nota, a UnB classificou os acontecimentos como relacionados a métodos que atribuiu à extrema-direita e afirmou:

“Os acontecimentos deste domingo revelam que os métodos adotados pela extrema-direita, além de ilegais, são covardes, porque só se viabilizam na impossibilidade do debate qualificado. Por isso, a união da comunidade em defesa da Universidade é tão importante. A UnB seguirá firme na defesa de sua comunidade, de seus espaços e da convivência democrática.”

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— bnewsvideos (@bnewsvideos) September 29, 2026

Cinegrafista negou participação na pintura

Anderson Nigro afirmou que apenas cumpria o contrato de campanha. Segundo seu relato, sua função era captar imagens e ele negou ter participado da pintura ou manuseado os materiais utilizados na ação.

Wilker, por sua vez, negou ter causado dano ao patrimônio público e disse em depoimento que pretendia revitalizar o prédio ao pintar as paredes de branco.

Classificação Indicativa: Livre


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