Política

O “filho da p***” que uniu Trump e Lula

Em 2025, a expressão "filho da puta" passou a ser usada contra ele por críticos republicanos  |  Reprodução / Vídeo

Publicado em 11/10/2025, às 08h59   Reprodução / Vídeo   Rebeca Santos

Em uma entrevista ao podcast Self Centered, o embaixador americano Richard Grenell disse: "Se quiser evitar guerras, você deve ter um filho da puta como secretário de Estado." Ele usou a frase para se descrever como um negociador durão, que não se prende a questões morais e está disposto a fazer acordos com qualquer um para beneficiar os Estados Unidos com o menor custo possível.

Grenell tentava, no final de 2024, convencer o presidente recém-eleito Donald Trump de que era a melhor escolha para liderar o Departamento de Estado, responsável pela diplomacia dos EUA.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Em 2025, a expressão "filho da puta" passou a ser usada contra ele por críticos republicanos.

Eles acreditam que Grenell, em seus acordos internacionais, como com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e agora com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, pode estar ignorando os interesses da base de apoiadores de Trump.

Grenell, um republicano fiel ao movimento "Make America Great Again" desde o primeiro mandato de Trump, não conseguiu o cargo de secretário de Estado, que ficou com o senador da Flórida Marco Rubio. Rubio, que já foi rival de Trump nas primárias de 2016.

Mesmo assim, Trump deu a Grenell o papel de "enviado presidencial para missões especiais", uma posição flexível, sem dedicação exclusiva, parecida com a de outros enviados de Trump, como Steve Witkoff, que ajudou no acordo de paz entre Hamas e Israel.

Nesse cargo, Grenell se tornou uma figura influente na política externa de Trump, especialmente na América Latina. Segundo o UOL, ele participou de pelo menos quatro reuniões secretas com o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o assessor Celso Amorim, ajudando a resolver o maior problema diplomático da história entre Brasil e Estados Unidos.

Classificação Indicativa: Livre


TagsbrasilLuiz Inácio Lula da Silvapolítica externavenezuelaAmérica LatinaCelso AmorimisraeldiplomaciahamasNicolás MaduroMauro VieiraDonald Trumpacordo de pazsecretário de EstadoDepartamento de EstadoMarco rubioMake america great againSteve witkoffEnviado presidencialRichard grenell

Leia também


Funcionária fantasma de Hugo Motta acumulou salário em outros dois empregos públicos


"Eu te amo": Em encontro com Lula na Bahia, homem explica por que tatuou o rosto do presidente no braço