Política
Publicado em 08/06/2026, às 06h25 Empresária Karina Ferreira Gama, dona da Go Up Entertainment LTDA e do Instituto Conhecer Brasil - Divulgação Rebeca Santos
A ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que está sendo investigada por fraude em licitação e desvio de dinheiro da Prefeitura de São Paulo, diz que foi prejudicada por uma empresa que contratou para instalar pontos de wi-fi.
Segundo o ICB, a Ultra IP agiu de “má-fé” e desligou de propósito pontos de internet.
Segundo informações do Metrópoles, a empresa Ultra IP nega a acusação e afirma que a ONG está usando isso apenas como desculpa para cancelar o contrato.
No dia 1º, a Polícia Civil de São Paulo fez uma operação e cumpriu mandados contra o ICB, a Ultra IP e outras empresas subcontratadas.
Uma das suspeitas da polícia é que parte dos R$ 108 milhões pagos pela Secretaria Municipal de Tecnologia e Inovação (SMTI) tenha sido desviada para produzir o filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O filme é produzido pela Go Up Entertainment, empresa que tem como sócia Karina Ferreira Gama, representante do ICB.
O contrato entre o ICB e a Ultra IP foi assinado em junho de 2024. No início, previa o pagamento de R$ 30,7 milhões para instalar 5 mil pontos de wi-fi. Depois, o número de pontos foi reduzido para 2.297, o que mudou o valor do contrato e gerou uma briga entre as partes, com cobranças de valores que uma dizia que a outra devia.
Em setembro do ano passado, Karina Gama enviou mensagens em um grupo de WhatsApp acusando o sócio da Ultra IP de sabotar o serviço.
“William, você ligou para todos os provedores e pediu para todos desligarem os links. Você pegou o pior caminho”
Depois da mensagem, ela removeu William Silva Ferreira do grupo.
Karina ainda registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. A ONG Instituto Conhecer Brasil também enviou uma notificação extrajudicial para a Ultra IP.
No documento, a entidade classificou o ocorrido como um “gravíssimo descumprimento e intencional do contrato”.
“Uma clara, inaceitável e perniciosa falta de boa-fé objetiva, um desvio abusivo e desumano da função social e um ataque frontal ao interesse público e aos direitos fundamentais e à dignidade de milhões de brasileiros em comunidades carentes”.