Política

Operação da PF irrita ala do STF e desperta desconfiança sobre Moraes

A esposa de Moraes tem um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master que ainda não foi explicado  |  Coutinho/ STF

Publicado em 18/02/2026, às 06h46   Coutinho/ STF   Rebeca Santos

A Polícia Federal fez buscas em funcionários da Receita Federal suspeitos de vazar dados sigilosos de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (17). A ação foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A operação deixou outros ministros do STF preocupados, inclusive colegas do próprio Moraes. Segundo informações do O Globo, dois ministros acharam a ação “absurda” e viram sinais de abuso de autoridade.

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Na parte do Supremo que não é próxima de Moraes, muita gente criticou o fato de ele não ter avisado os outros ministros sobre a suspeita de que alguém acessou ilegalmente os dados fiscais dele. Um juiz disse que reclamou diretamente com Edson Fachin, que é o presidente do STF.

Moraes pediu à Receita para checar se houve acesso ilegal aos dados de cerca de 100 pessoas. Dentro do tribunal, muitos viram isso como uma tentativa de fazer uma “fishing expedition”, ou pesca probatória, que é o nome jurídico para buscas  sem alvo certo,  para tentar achar alguma prova de crime.

Esses ministros têm medo de que Moraes use as informações sobre eles e seus parentes, que a PF pode conseguir nessa investigação, para se proteger de apurações que estão avançando contra ele e contra sua esposa, Viviane.

Ela tem um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master que ainda não foi explicado.

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