Política

Operação Estado Anômico: Receita Federal atua para cobrança de impostos nas movimentações suspeitas de investigados

Nove prisões foram realizadas em Feira de Santana, incluindo familiares do deputado Binho Galinha, principal alvo da operação  |  Devid Santana / BNews

Publicado em 01/10/2025, às 12h08 - Atualizado às 12h09   Devid Santana / BNews   Maycol Douglas e Yuri Pastori

O superintendente adjunto da Receita Federal, Ricardo Machado, explicou, durante entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (1º), na sede da Polícia Federal (PF), no Comércio, sobre a atuação da Receita Federal na 'Operação Estado Anômico', que é um desdobramento da El Patrón e tem como principal alvo o deputado estadual conhecido como Binho Galinha (PRD).

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A Receita também está participando da operação desde o início e aí nossas equipes de investigação têm elaborado relatórios que são subsídios para o aprofundamento dessas investigações e acabam resultando nesses mandados de busca e apreensão que foram executados em diversas operações e prisão também", afirmou.

"E com esses dados arrecadados, com esses equipamentos, documentos, todo o material arrecadado, a Receita vem trabalhando em cima disso para apurar exatamente a omissão de receitas, patrimônio descoberto, que estão aí divulgados e conhecidos. E aí a Receita com essas informações, prepara a fiscalização para fazer a sua parte que é a autuação, a cobrança desses impostos", acrescentou.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro. Esse bloqueio, segundo o representante da Receita, pode ser usado para o ressarcimento de valores devidos à instituição.
Esses bens também, alguns bens mencionados aqui hoje, 9 milhões de valores arrecadados, mas também outros bens que sejam retidos, eles também vão ser garantia do crédito tributário. Uma vez que a Receita lance e cobre os tributos, esses bens também poderão ser utilizados para pagamento dos valores devidos à Receita", disse.

A esposa e o filho de Binho Galinha foram presos. Quatro policiais militares também são suspeitos de envolvimento no caso. 

O delegado da PF Geraldo Almeida disse que nove prisões foram efetuadas em Feira de Santana, no centro-norte baiano. Ele também disse que ainda não há informações se o dinheiro ilícito foi utilizado em alguma campanha política.

Nove prisões em Feira. Mais a busca e apreensão que se deu em Feira e Salvador", explicou Almeida, que não revelou se os policiais envolvidos são praças ou oficiais. "É autoável como grupo miliciano", confirmou. 

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