Política
Publicado em 04/09/2024, às 14h42 - Atualizado às 14h45 Reprodução / TV Cultura Cadastrado por Henrique Brinco
O candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, está causando polêmica com uma de suas propostas de governo: construir o prédio mais alto do mundo, com um quilômetro de altura. Segundo o ex-coach, o arranha-céu consolidaria a imagem da capital paulista como um centro mundial de negócios. Contudo, ele não especifica se o edifício teria fins comerciais ou residenciais.
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Em entrevista ao UOL, José Police Neto, coordenador do Centro de Estudos da Cidade do Insper, avaliou que a proposta é, por ora, superficial e difícil de avaliar. Ele lembra que o plano diretor de São Paulo permite construções sem limite de altura em algumas regiões da cidade. Contudo, isso não significa que a construção esteja totalmente liberada.
Marçal ainda terá que enfrentar o coeficiente de aproveitamento, que determina o volume de metros quadrados que se pode construir em um terreno. Não há nenhuma região da cidade com um coeficiente que permita essa construção. Além disso, a avaliação do especialista é que, quanto mais alto o prédio, mais caro o metro quadrado - o que descartaria destinar as unidades para a população de menor renda.
Por outro lado, se voltado para uma população de maior renda, teria que ser financiado pelo setor privado e não por recursos públicos. O coordenador também alertou que, se a intenção de Marçal é atrair turistas, poderia ser mais eficiente direcionar os recursos para outros investimentos no setor.
Marçal declarou que pretende chamar o prédio de "Brasil" e que ele seria construído na periferia. Ele disse que planeja aprovar na Câmara dos Vereadores mudanças no Plano Diretor da cidade e que o projeto custará mais de R$ 1 bilhão. Segundo ele, a construção será bancada via parceria público-privada.