Política

Partidos exigem cassação de Bove após denúncia chocante de violência contra Cíntia Chagas

Lucas Bove já havia enfrentado pedidos de cassação anteriormente, mas eles foram indeferidos pelo Conselho de Ética da Alesp.  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 27/10/2025, às 16h56 - Atualizado às 16h58   Reprodução/ Redes Sociais   Daniel Serrano

As bancadas do PT e do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolaram, na última sexta-feira (24),  duas novas representações pedindo a cassação do mandato do deputado Lucas Bove (PL), denunciado por perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça contra a ex-mulher Cíntia Chagas.

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Os novos pedidos de cassação foram apresentados após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedir a prisão preventiva de Bove. O deputado é acusado de ter descumprido medidas protetivas de maneira reiterada. 

O MP confirma que a denúncia foi apresentada na quinta-feira (23). A promotoria também enviou um ofício à Alesp pedindo que sejam adotadas “eventuais providências cabíveis”. 

Cassação Bove

Essa não é a primeira vez que Bove responde a um pedido de cassação. Em agosto deste ano, o Conselho de Ética da Alesp havia indeferido (por seis votos a um) a um primeiro pedido para que o parlamentar perdesse o mandato. 

Violência contra Cíntia Chagas

Lucas Bove foi acusado de agredir Cíntia Chagas com uma faca após ela se negar a parar de jantar para tirar uma foto com a ex-primeira-dama Michelle e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o casamento da filha do empresário Paulo Junqueira, em agosto de 2024. 

A influenciadora disse, em boletim de ocorrência, que ficou com a perna ferida depois da agressão. 

O episódio teria sido o estopim para a separação do casal. Segundo Cíntia, as ameaças começaram mais de dois anos antes, quando ela ainda namorava com o deputado. Em setembro do ano passado, ela registrou denúncia contra Bove, mas as acusações só tornaram-se públicas em outubro.

O deputado é acusado de ter cometido violência física ao menos em três oportunidades, entre agosto de 2022 e julho de 2024, causando hematomas, lesões e humilhações públicas.

De acordo com a denúncia do MPSP, nesse mesmo período, o parlamentar apontava uma arma de fogo para Cíntia, enquanto fumava maconha. Em outro momento, Bove ameaçou a então esposa de agressão, com punho cerrado, e disse: “Você só não vai apanhar agora porque tem milhões de seguidores”.

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