Política
Publicado em 24/08/2026, às 09h53 Dal Barreto (União Brasil), Elmar Nascimento (União Brasil) e Félix Mendonça Júnior (PDT) - Divulgação/Câmara dos Deputados Eduardo Costa
Os três deputados federais baianos que estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de desvio de emendas e cota parlamentar tiveram um aumento conjunto de R$ 17,59 milhões no patrimônio declarado à Justiça Eleitoral entre 2022 e 2026.
Candidatos à reeleição neste ano, Dal Barreto (União Brasil), Elmar Nascimento (União Brasil) e Félix Mendonça Júnior (PDT) declararam, juntos, R$ 12,72 milhões em bens nas eleições de 2022. Quatro anos depois, o valor saltou para R$ 30,32 milhões, crescimento de aproximadamente 138%.
O maior aumento, em valores absolutos, foi registrado por Dal Barreto. O deputado declarou R$ 7,36 milhões em patrimônio em 2022 e passou a informar R$ 14,73 milhões neste ano, uma alta de R$ 7,37 milhões.
Elmar Nascimento apresentou crescimento de R$ 6,22 milhões. O patrimônio declarado pelo parlamentar passou de R$ 2,28 milhões, em 2022, para R$ 8,51 milhões, em 2026.
Já Félix Mendonça Júnior declarou R$ 3,08 milhões há quatro anos e agora informa R$ 7,06 milhões, uma diferença de R$ 3,98 milhões.
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Investigações
Os três parlamentares aparecem nas investigações da Operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal e que apura suspeitas envolvendo desvio de recursos de emendas parlamentares, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. O caso chegou ao STF em razão do foro por prerrogativa de função dos parlamentares.
Dal Barreto foi alvo da sexta fase da Operação Overclean, deflagrada em outubro de 2025. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu o celular do deputado durante uma investigação que apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de emendas parlamentares.
Elmar Nascimento também é investigado no âmbito da Overclean, em apurações relacionadas ao suposto desvio de emendas parlamentares. O nome do deputado passou a integrar o caso após o avanço das investigações sobre contratos e recursos destinados por meio de emendas.
Já Félix Mendonça Júnior foi alvo de diferentes fases da operação. Em janeiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Overclean, quando o deputado teve seu apartamento funcional em Brasília alvo de mandado de busca e apreensão. A etapa investigava suspeitas de desvio de recursos de emendas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Apesar das investigações, os três deputados não foram indiciados na mais recente etapa da Overclean. A Polícia Federal indiciou 25 empresários e agentes públicos no âmbito do caso, enquanto Elmar Nascimento, Félix Mendonça Júnior e Dal Barreto seguem como investigados.
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