Política

“Pau que dá em Chico, precisa dar em Francisco”, diz Isidório sobre prisão de Bolsonaro

Isidório ainda fez críticas o sistema de prisão domiciliar e defendeu a isonomia  |  Carolina Papa / Bnews

Publicado em 27/11/2025, às 18h58   Carolina Papa / Bnews   Carolina Papa e Héber Araújo

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) afirmou que não gosta de se envolver em questões envolvendo prisões de políticos e o poder judiciário. Entretanto, em declaração ao Bnews nesta quinta-feira (27), ele defendeu a isonomia e que o ex-presidente cumpra a pena.

“Eu sou político, eu não gosto de me envolver muito com essa questão de prisão. A única coisa que eu fiz, que fala de prisão, é o projeto que eu apresentei de ‘prisão domiciliar’ para que os brancos e ricos de colarinho sejam presos conforme os outros. Porque a Constituição diz que todos são iguais perante a lei”, disse.

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Segundo o parlamentar, a proposta visa que, aqueles que forem presos em prisão domiciliar, cumpram penas em casas ou apartamentos que sejam próximos aos presídios. Segundo ele, a prisão domiciliar, quando o criminoso tem uma cobertura, é prêmio.

“O cara comete crime e vai preso na sua mansão, na sua cobertura, na sua fazenda, isso é um absurdo. É você dá um troféu ao criminoso Sobre a prisão de Bolsonaro, aí quem tem de responder é o STF, o Poder Judiciário”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de Bolsonaro dar uma “saidinha” da prisão durante o Natal, Isidório afirmou que “Pau que dá em Chico, precisa dar em Francisco”. Ou seja, para o parlamentar, é preciso que as mesmas leis se aplique a todos, mesmo aos políticos.

Segundo ele, foi seguindo esse pensamento que decidiu votar contra a PEC da Blindagem. “Quem vota em mim é o povo Aí depois eu vou fugir de ser processado Eu vou fugir do poder judiciário, poder pegar os meus crimes eu vou poder delinquir, cometer crime e serei diferente dos outros cidadãos brasileiros, que inclusive votou em mim. Seria o quê? Um absurdo”.

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