Política
Publicado em 11/06/2026, às 06h27 Senado Federal Rebeca Santos
Os recursos virão do Fundo Social do Pré-Sal, que é pago com dinheiro dos impostos da população.
O impacto estimado pelo governo é de R$ 140 bilhões “nos próximos anos”, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirma que a União não tem capacidade fiscal para absorver o custo da medida.
A votação foi simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos. Como o texto foi alterado no Senado, o projeto volta agora para a Câmara dos Deputados.
Antes da votação, Durigan se reuniu com o relator do projeto, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (BA), para tentar chegar a um acordo sobre o texto. O grupo saiu sem um acordo.
Durante a sessão, Durigan ainda ligou para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pedindo que a matéria fosse retirada da pauta. Alcolumbre negou o pedido.
Na última terça-feira (9), o ministro já havia se reunido com Alcolumbre para tratar do assunto. Nessa reunião, Durigan disse que a economia brasileira não suportará o impacto da medida e pediu que fossem evitados projetos que prejudicassem as contas públicas, especialmente num momento de incerteza internacional por causa da guerra entre Israel e Irã e das novas disputas comerciais com os Estados Unidos.
ENTENDA
O projeto permite que o governo use recursos do Fundo Social do Pré-Sal e superavits de outros fundos do Ministério da Fazenda para criar uma linha especial de crédito. O objetivo é quitar e renegociar dívidas de produtores rurais prejudicados por eventos climáticos extremos ou por impactos de conflitos geopolíticos internacionais.
Quem tem direito ao benefício?
Quais dívidas podem ser renegociadas?
Quais são as condições financeiras?