Política
Publicado em 25/10/2026, às 16h25 - Atualizado às 16h27 Reprodução/Imagem ilustrativa Claudia Cardozo
A solicitação formalizada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para estender o horário de votação em Salvador e outras duas cidades baianas deve enfrentar fortes barreiras técnicas e jurídicas. Informações de bastidores obtidas pelo BNews indicam que a extensão do prazo além das 17h é improvável.
A principal justificativa está prevista na própria legislação eleitoral e dinâmica da Justiça Eleitoral.
Como as urnas eletrônicas operam de forma isolada, sem qualquer conexão com a internet, Wi-Fi ou redes externas, a Justiça Eleitoral não tem como mensurar em tempo real a taxa de abstenção ou quantificar com exatidão quantos eleitores teriam deixado de votar por dificuldades de locomoção.
em essa aferição objetiva e imediata, fixar uma prorrogação pontual por município gera insegurança jurídica e logística para o encerramento do processo.
Além do fator técnico, pesa o histórico recente. Nas eleições de 2022, quando blitze da Polícia Rodoviária Federal (PRF) geraram protestos semelhantes com atrasos e barreiras no transporte de eleitores em rodovias do Nordeste, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a regra geral e não autorizou o adiamento do término do pleito.
Na ocasião, a Corte priorizou a uniformidade nacional do horário de encerramento, garantindo apenas que aqueles que já estivessem na fila às 17h recebessem senhas para concluir a votação.
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