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Política

PF encontra registros de que Flávio Bolsonaro era ‘usuário master’ de jato usado por Vorcaro

Registro encontrado em celular de advogado amigo de Flávio mostra fotos tomando vinho e e-mails  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 14/10/2026, às 08h59   Reprodução/Redes Sociais   Matheus Simoni

Senador e candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro apareceu cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária de uma empresa que também detinha um terço de um jato que tem como um dos donos Daniel Vorcar, banqueiro dono do Banco Master preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (14) e consta de uma troca de emails do banco Santander com uma secretária do advogado Willer Tomaz, descrita pela Polícia Federal (PF) em um dos relatórios da investigação sobre os desvios do INSS. A viagem teria ocorrido em janeiro de 2025.

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Ao jornal, Flávio e Tomaz negam terem tido conta conjunta e dizem que a informação do relatório da PF não é verdadeira.

A conta em questão estava registrada no banco Santander e estava em nome da Alcazar Holdings, administrada por Tomaz. Até maio de 2025, Flávio Bolsonaro era usuário perfil Master da instituição financeira, conforme indicam trocas de e-mails obtidos pela Polícia Federal. A investigação descobriu que a retirada do nome de Flávio aconteceu no dia 22 de maio de 2025.

A empresa Alcazar Holding tem sede na Ilha da Madeira, em Portugal, e tem Willer como o único sócio atualmente, sendo também dona de uma das três cotas do jato Legacy 650 de matrícula PP-NLR adquirido em 2023 pela Fraction 024. Segundo o jornal O Globo, foi a mesma aeronave em que Flávio Bolsonaro voou junto com o advogado em janeiro de 2025 numa viagem de ida e volta de Brasília à Fort Lauderdale, na Flórida. Os outros dois cotistas, naquele momento, eram o dono da Totvs, Laerte Cosentino, e a Prime You, que tinha como um dos sócios Daniel Vorcaro.

As informações constam no iCloud do advogado, acessado pela PF. Os agentes também encontraram uma foto de Flávio Bolsonaro tomando vinho no celular de Willer. Não há informações sobre quando a imagem foi registrada.

Veja o que dizem os citados:

Flávio Bolsonaro
O senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa.
O próprio e-mail apresentado comprova justamente que a vinculação era indevida, tanto que solicita a desvinculação. Ou seja, o pedido só reforça que qualquer possibilidade de associação existente estava errada e precisava ser corrigida.
Essas insinuações surgem em pleno período eleitoral e exigem responsabilidade. A divulgação de Fake News é crime eleitoral e os responsáveis deverão responder na forma da lei.

Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz repudia as inverdades reiteradas na reportagem. Com o senador Flávio Bolsonaro mantém apenas amizade, sem nenhum vínculo financeiro ou societário.
Os dois nunca dividiram conta bancária. O e-mail enviado ao Santander não demonstra o contrário. Extrair desse documento uma "eventual participação econômica ou societária" é ilação.
Os deslocamentos citados foram viagens de lazer com as famílias, que embarcaram como convidadas, sem pagamento ou contrapartida de qualquer natureza.
Converter conjecturas em denúncias, em plena campanha eleitoral, tem o evidente propósito de interferir no pleito. A exposição de dados sigilosos de seu celular e iCloud integra o vazamento criminoso já investigado pela Polícia Federal, e os autores responderão na Justiça.

Classificação Indicativa: Livre


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