Política
Publicado em 04/10/2026, às 13h46 Divulgação / Casa Branca Maiara Lopes
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que a corporação investiga denúncias de possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante uma visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), onde acompanha a operação de segurança do primeiro turno
Segundo Andrei, a PF recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) solicitando a apuração de uma possível atuação externa no processo eleitoral. O caso foi encaminhado à área de inteligência da corporação, responsável por conduzir as investigações.
“Nós recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem (sábado, 3) e encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”, afirmou.
A manifestação da AGU ocorreu em 1º de outubro, quando o órgão acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar uma suspeita de financiamento do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de interferir nas eleições brasileiras e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal (STF).
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O diretor-geral informou ainda que a PF apreendeu mais de R$ 350 mil em dinheiro em espécie na manhã deste domingo. A suspeita é de que os valores possam estar relacionados à prática de compra de votos. As circunstâncias da apreensão serão investigadas.
Suposta ameaça à Embaixada dos EUA
Andrei Rodrigues também comentou a comunicação feita pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre a suspensão temporária de serviços consulares no Brasil por questões de segurança.
A representação diplomática havia orientado funcionários a trabalhar de casa após receber uma suposta ameaça. Diante do alerta, a PF abriu uma investigação para verificar a existência de um risco concreto.
“Recebemos a comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e, como é o nosso dever, atuamos para apurar alguma veracidade daqueles dados que nos foram encaminhados. Cumprimos as medidas judiciais, num processo sigiloso, e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”, afirmou o diretor-geral.
De acordo com Andrei, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão neste sábado (3), dentro da investigação sobre a suposta ameaça. Segundo ele, nenhum elemento relacionado a um risco concreto para a representação diplomática foi localizado durante a operação.