Política

PF investiga se agentes da Abin trabalharam cladestinamente em campanha de Ramagem

Pagamentos para agentes da PF constam em planilha de gastos apreendida pela PF  |  PF analisa o uso de policiais federais em campanha - Reprodução

Publicado em 01/08/2024, às 08h15   PF analisa o uso de policiais federais em campanha - Reprodução   Yuri Pastori

A Polícia Federal (PF) investiga a participação de agentes da chamada "Abin paralela " na campanha de Alexandre Ramagem nas eleições de 2022. O deputado federal e candidato a prefeito do Rio de Janeiro (RJ) nega as irregularidades, no entanto, a PF analisa o uso de policiais federais que aparecem em planilha de gastos. O documento foi apreendido com o parlamentar. As informações são de O Globo.

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Os dois agentes da Polícia Federal foram trabalhar na agência durante a gestão de Ramagem entre 2019 e 2022. A PF diz que um deles, Henrique Cesar Prado Zordan, recebeu em julho de 2022 uma licença-capacitação prevista para terminar no fim de setembro. Segundo as investigações, neste período, ele teria participado da campanha.

O agente tinha senhas de Ramagem do Facebook, além fazer pesquisas de interesse eleitoral do então candidato. Segundo o ex-ministro de Bolsonaro, Zordan apenas o ajudou a resgatar suas senhas e que ele mesmo cuidava das suas redes. Na planilha de gastos de agosto, apreendida pela PF, consta pagamentos aos agentes. Além de Zordan, aparece o nome de Felipe Arlotta.

Eles foram procurados pela reportagem de O Globo e não se manisfestaram.
Na prestação de contas à Justiça Eleitoral não há o registro dos pagamentos aos agentes. A PF informa que quando um agente está em licença-capacitação, não pode exercer outra atividade. Além da suspeita participação na campanha, os agentes são apontados como integrantes de um dos quatro núcleos da suposta organização criminosa na agência.

Ramagem acredita que a investigação sobre a "Abin paralela" é "mais política do que jurídica" e acontece após ele ter colocado o seu nome como pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ). Na investigação, a PF descobriu que Ramagem deu orientações ao então presidente Jair Bolsonaro para gerar desconfiança nas urnas eletrônicas e que a Abin monitorava pessoas do interesse de Bolsonaro.

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