Política

PF mira advogados ligados ao líder do PL na Câmara em nova fase de operação que investiga desvio de verba parlamentar

Os alvos desta etapa teriam realizado saques em espécie relacionados aos R$ 468,7 mil apreendidos em endereço ligado ao parlamentar  |  Divulgação / PF

Publicado em 01/07/2026, às 08h27 - Atualizado às 08h30   Divulgação / PF   Redação Bnews

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada Galho Fraco II, para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes públicos, empresários e empresas.

A ação tem como alvo pessoas ligadas ao entorno do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara dos Deputados, incluindo advogados suspeitos de participação em movimentações financeiras investigadas. A informação é da colunista Miriam Leitão, de O Globo.

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Segundo a PF, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Nesta fase, não há ordens contra parlamentares com foro.

As investigações apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Há indícios de que pessoas físicas e jurídicas teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos, além de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas.

De acordo com a Polícia Federal, os alvos desta etapa teriam realizado saques em espécie relacionados aos R$ 468,7 mil apreendidos em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante em operação anterior. Na ocasião, a justificativa apresentada para os valores foi a venda de um imóvel.

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

As apurações tiveram início na Operação Rent a Car, que identificou suspeitas de irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A investigação aponta uso de contratos de aluguel para simular despesas e dar aparência de legalidade a possíveis desvios.

Em fase anterior, a PF identificou que a empresa Harue Locação de Veículos LTDA recebeu R$ 841,9 mil entre 2015 e 2024. Desse total, cerca de 66% teriam sido pagos por dois parlamentares: Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, somando R$ 557,4 mil em despesas com a cota parlamentar.

Os mandados desta fase foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. As diligências seguem em andamento para coleta e preservação de novas provas.

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